
Em seu livro de estreia, Marley & Eu, John Grogan mostrou como os cachorros podem se tornar muito presentes na vida de uma família. Agora, em De Volta para Casa, Grogan conta sua história de vida muito antes de conhecer seu cachorro travesso. Repleto de revelações emocionantes e de muitas passagens divertidas, este livro irá envolver seu coração, mas, mais ainda, fará com que você faça a própria jornada de volta para casa, passando a ver com outros olhos aqueles que você realmente ama.
Se você, assim como eu, gosta de biografias e as considera fascinantes, esse livro é uma excelente pedida. Independente das intenções que motivaram John Grogan a elaborar suas memórias, o que se tem é a trajetória única, original e intransmissível de sua biografia afetiva. Parece-me que Grogan literalmente sentiu-se em casa ao escrever esse livro. O sentimento de pertença à sua história familiar está gravado em alto-relevo; assim como a noção do amor que, com todas as suas saliências e reentrâncias, se apresenta como que a apontar tantos os momentos felizes como os mais dolorosos.
Durante todo o tempo que durou a leitura, tive contato com uma narrativa refrescante, sincera e vívida assim como aconteceu com Marley e eu . Por falar nisso, é possível notar que, sob perspectivas distintas, ambos os livros exploram os momentos derradeiros de vidas bem amadas e vividas.
È um livro que evocou também muitas de minhas lembranças ao lado de minha família dado o senso de empatia que a história gerou em mim.
De volta para casa talvez não seja o título que melhor se encaixe nessa história. Porque partindo do princípio de que a distância do ser amado é muito mais uma questão afetiva do que geográfica, creio que Grogan nunca esteve afastado de seu lar. Afinal, casa não é só a estrutura material. Casa é sobretudo a família que nela reside. Portanto, por mais longe que você ou eu estejamos de casa, ela sempre estará conosco pelos laços consaguíneos, afetivos e espirituais criados pela convivência. De modo que não se pode precisar se somos nós quem nos movemos em direção aos nossos familiares queridos ou se são eles que vêm até nós, mas de algum modo sabemos que eles estão sempre conosco e vice-versa.
Alguém já experimentou dessa sensação ou eu estou falando água?
Bem, essa é razão pela qual De volta para casa me tocou profundamente. E, claro, eu recomendo a leitura efusivamente.
Saiba mais pelo mini-site que está muito fofolete! Com aquele jeitinho de casa da mamãe:
http://www.devoltaparacasa.com.br/home.asp
Fala Gracinha!