mar
26

alicecom as ilustrações originais de John Tenniel

Alice no país do espelho e o que ela encontrou por lá, publicado em 1871, é a continuação do célebre Alice no país das maravilhas, de 1865. O autor, Charles Lutwidge Dogson, conhecido como Lewis Carroll (1832-1898), era reverendo e professor de matemática em Christ Church, futura Universidade de Oxford. Lá, tornou-se muito próximo das filhas do deão Liddel, principalmente de Alice. A partir de uma história contada às meninas Liddel quando Alice tinha quatro anos, Carroll escreveu Alice no país das maravilhas, em que a menina protagonista segue o Coelho Branco, cai no País das Maravilhas e conhece os mais variados e estranhos personagens. Na continuação, Alice no país do espelho, ela tem de ultrapassar vários obstáculos – estruturados como etapas de um jogo de xadrez – para se tornar rainha. À medida que ela avança no tabuleiro, surgem outros tantos personagens instigantes e enigmáticos.

Carroll, apaixonado por crianças, elaborou as duas narrativas, altamente fantasiosas, como um contraponto às histórias edificantes e moralistas que eram lidas para os pequenos súditos da Inglaterra vitoriana. Porém, tanto Alice no país das maravilhas quanto Alice no país do espelho mostraram ser muito mais do que histórias infantis: são obras-primas da literatura fantástica de todos os tempos, para leitores de todas as idades.

Esta edição traz uma nova tradução do texto clássico e reproduz as ilustrações originais de John Tenniel.

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Alice no País do Espelho… há título mais sugestivo para as mentes curiosas? Estamos de volta ao ponto de origem…aquele mesmo universo estranho e inusitado de Alice no país das maravilhas. Dessa vez a história adquire as características de um jogo de xadrez. Todos os eventos da trama se constituem em jogadas até que um xeque-mente anuncie o seu final. Diz aí, fazer jogo em literatura?  Isso é ou não é o ápice do engenho criativo?  Carroll não é fraco não! È por isso que eu amo falar de literatura.  Eu me encanto com esses gênios da escrita  que vieram ao mundo para criar histórias que transcedem o tempo e o espaço.

Continuando depois do arroubo apaixonado…

Nesse mundo imaginário dos contrários, Alice se encontra com o rei e a rainha de copas, com Humpty Dumpty e cia. O melhor da narrativa são as brincadeiras de lógica, os jogos de linguagem, os quebra-cuca que caracterizam o estilo autêntico e original da escrita de Carroll. Sob a capa de brincadeira, o livro é contestador ao subverter a linguagem instaurando o tal falado clima de nonsense (Imagine o rebuliço de tais idéias em plena era vitoriana!).

A narrativa é um aventura só! Eu recomendo e digo mais: vale a pena curtir a narrativa como criança. Afinal, Alice Liddell (A pequena musa de Carroll) e suas irmãs não se valeram de explicações de rodapé para entender o mundo de possibilidades ali desenhado. Simplesmente souberam apreciar sua magia.  E sabe o que mais? Vale a pena enriquecer a sua biblioteca interna lendo mais essa obra exemplar.

O quê? Ainda não participou do sorteio? O tempo está correndo…vá pra agora!

mar
21

kamilabanner

Todos sabem que Lewis Carroll era um pouco louco…

Lewis carrol

“Não havia nada de tão extraordinário nisso; nem Alice achou assim tão esquisito ouvir o Coelho dizer consigo mesmo: ”Ai, ai! Ai, ai! Vou chegar atrasado demais”!

Alice no país das maravilhas.

Vou contar um segredo: aos meus quatorze anos eu tinha uma quedinha por Lewis Carroll.

Enquanto todas as meninas gostavam do Leo DiCaprio e/ou Brad Pitt, meu muso era Lewis. Dê uma olhada na fotografia acima e não me diga que ele não era um homem com excelentes predicados tangíveis!?

Bem, com o tempo, acabei me apaixonando por Oscar Wilde (irlandês gato) e, então, deixei de ser tão fissurada em Lewis. De qualquer forma, Lewis Carroll sempre fez parte da minha vida e, acredito, ele fez parte da vida de quase todo o mundo.

O livro Alice no país das maravilhas é um desses raros exemplos de histórias que nunca saem de moda. Talvez por encantar o leitor de tal forma que todas as gerações precisem visitar Wonderland antes de chegar à idade adulta. Ou, talvez, por uma questão de didática. Independente do motivo, cada pessoa, ao ler a obra de Carroll, constrói dentro de si uma Wonderland novinha em folha e, certamente, esta é a beleza do livro.

Um fato engraçado:

A primeira vez que me disseram que o próximo filme do Tim Burton seria “Alice no país das maravilhas”, informaram-me que Johnny Deep faria o papel da Alice.

gato risonhoNão seria má idéia… entretanto ficou só na minha imaginação!

Para o post ficar diferente, procurei inspiração em Guillermo Del Toro, fiz o desenho, mas, no final, a Alice se parecia com um Orc da Terra Média usando um vestidinho azul e lacinho no cabelo.

Guillermo, definitivamente, não era a melhor opção.

Procurei outras idéias e, finalmente, decidi que deveria ser Vintage Paris e selos antigos.

Vamos às idéias que eu tive… desta vez, usei um desenho com relevo e, pela primeira vez, trabalhei com fotografia. Espero que gostem!

OBS: notem que a barriga do Coelho está em 3D…
:D

Alicecamila

OBS_2: Tudo bem, eu sei que está muito difícil de notar o 3D da barriga do meu Coelho!

>/

Agora, a versão fotográfica como selo antigo:

Camila

OBS_3: eu deixei pequeno para que ninguém descobrisse que esta sou eu! Hehe…

Coloquei um vestido branco azulado, fui ao parque Vila-Lobos, pedi para meu pai me ajudar com a câmera e assim ficou…

Quem Alice vai ser quando crescer? Lucy in the Sky with diamonds.

http://www.youtube.com/watch?v=A7F2X3rSSCU

O livro Alice no país das maravilhas tem gosto de: marshmallow (em todas as páginas).

Filme preferido de Alice: A viagem de Chihiro

http://filmow.com/filme/1246/a-viagem-de-chihiro/

Fontes:

Imagem 1 (Lewis Carroll)

http://richardwiseman.files.wordpress.com/2009/01/lewis-carroll-401×543-1.jpg

Imagem 2 (gato no estilo selo antigo)

http://anamoradadewittgenstein.blogspot.com/2009_06_01_archive.html

 

especial aliceEssa é mais uma edição de nosso Especial Alice no País do RG. Gostou? Leia mais do nosso especial. Aproveite e participe de nossa promoção. Passa !

mar
16

Hola Gracinhas!

Música é sempre muito bom, não é verdade?

E a trilha sonora é um elemento fundamental que enriquece a arte de contar histórias.

Selecionamos  uma  playlist com 04 músicas de primeira para vocês envolvendo o universo de Alice com astros da música pop que se inspiraram no mundo maravilhoso de Lewis Carroll.

Então, afasta o sofá, a cadeira ou pula da cama e aumenta o som no último volume, gracinha!

Vamos fazer um barulhinho bom aqui no RG!

Toca o som DJ!!

“Alice (Underground)” – Avril Lavigne

Comentário: A música está na trilha sonora do filme do Tim Burton.

“What You Waiting For? “ – Gwen Stefani

Comentário: Super dançante e os elementos da história de Lewis Carrolll estão presentes nesse clipe bacanérrimo.


“You know me” – Robbie Williams

Comentário: Robbie se supera nesse clipe totalmente nonsense.


“Brick by boring brick ” -  Paramore

Comentário: A fotografia desse clipe é simplesmente maravilhosa.

E para encerrar, a versão remixada do filme Alice no País das Maravilhas da Disney feita pelo DJ australiano Pogo. Som psicodélico total!


Até mais, Gracinhas! E não se esqueçam de participar da nossa promo. Corre , vai!

Abreijos,

Jane Firifirifane

mar
14
brincliteraria
Costumo pensar que ao nascer, verti meu choro de lamento não em razão das palmadinhas em meu bumbum enrugado. Devo ter chorado, inconscientemente, ao divisar o tempo que levaria até que eu começasse a decifrar o mundo.

È fato. Não consigo visualizar minha história sem que os livros não tenham feito parte como protagonistas ilustres. Impossível separar-nos em compartimentos estanques. Se pensar bem, ele (o livro) preparou a minha chegada a esse mundo. Quando meus pais buscavam pelo meu sustento espiritual nas páginas do Livro Sagrado – A Bíblia -; quando minha mãe consultava no A vida do bebê informações que a ajudaria a encher-me de cuidados nos estágios do desenvolvimento infantil pelos quais eu passaria.

Mal podia imaginar que ao me concentrar diligente nas letrinhas – a asinha da abelhinha da letra “a” e a barriginha proeminente do “b” etc. – que minha mãe me apresentou por intermédio da cartilha Caminho Suave, eu aprenderia a ler o mundo. Lembro-me agradecida dessa época de descoberta. Pois, o aprendizado das letras e o uso combinado delas para formar um todo coerente descortinou para mim um mundo mágico, cheio de cores e fonte de sabedoria a jorrar sem fim.

Meus livros contam muitas partes boas de minha história. E resgatá-los à memória é como desvendar uma parte essencial de mim mesma. Agradeço a Náh por propiciar esse momento “Saudade não tem idade”..  Ademais minha coleção literária  tornou-se  uma narrativa fecunda que nada mais é do que um tomo de minha existência.

Resgatando a saga dos livros que li vem-me à lembrança meus primeiros livros infantis. Foram tantos e todos especiais. Mesmo não tendo crivo crítico para discernir se um livro era bom ou ruim, eu tinha lá meus critérios para elegê-los os melhores. Para muitos deles, bastavam-me as letras ornadas com figuras: suas molduras.

Eles vinham quase sempre no dia do natal. Sempre os embrulhos menores. E claro, minha atenção fixava-se nos embrulhinhos. Em expectativa, assim eu ficava para ouvir o sinal que indicaria o momento em que eles se dariam a conhecer. O sinal vinha expresso na ordem de “pode abrir!” de meus pais. Quando os abria… nossa! quanta felicidade materializada em leituras e releituras.
O primeiro deles foi uma mini-versão de A Pequena Sereiazinha. Pequenino com uma capa de cor roxa estampando a sereiazinha e seu amado príncipe. A comprovação física de sua existência já não tenho mais. Não sei mais onde ele reside. Será que ainda existe? Só sei que  o livrinho paira incorpóreo em minhas lembranças da infância.
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Não satisfeita com os livros que ganhei, bolinava os dos meus irmãos: A bela e a fera e o João Sem Medo. Depois que os li, descobri que a fera não era tão fera assim. Tinha um coração enorme de bondade. Quanto ao João Sem Medo, onde fora arrumar tanto medo de água?

Ah! memórias com gosto de saudade.


E a Sofia, a Desastrada…que danada, comeu todo o pote de requeijão…minha passagem preferida era quando depois de tanto destempero, ela se debatia com dores de barriga….rsrs
Sofia, Sofia…muito hilária e…desastrada.







Poliana e Poliana Moça.
A menininha do Jogo do contente…histórias tristes contadas sob o viés do otimimismo. Um lindo clássico.
Jimmy foi minha paixonite…minha primeira idéia do peso do papel do mocinho em um romance.




Foram tantos…quisera poder lembrar de todos…mas, de alguma forma, sei que essas muitas histórias que me foram contadas estão incorporadas em uma grande porção de mim mesma.

Como é bom sentir esse gostinho de saudade!!!!
mar
12

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Promoção: Ganhe uma viagem para o país das Maravilhas!

Isso mesmo que você leu! Não é Bora Bora,  Havaí e nem Cancun, cara pálida.  È O RG em total vibe Alice e quem ganha é você. Quer saber como? Então diga aí:

Qual a passagem do livro Alice no país das maravilhas que você considera mais nonsense?

edição de bolso alice

Registre sua resposta nos comentários dessa postagem  e automaticamente você concorrerá ao  sorteio de  01 exemplar da edição especial de bolso. O livro vem com uma charmosa capa dura contendo ilustrações belíssimas feitas por John Tenniel.

Depois disso ainda Preciso dizer? Tá bom, lá vai: não perca tempo e participe!

Não se esqueça de junto com resposta  registrar seu nome e email. O sorteio será feito pelo ramdom.org e o seu resultado será divulgado no dia 31/03/2010.

Momento plus: Nonsense (“sem sentido”, em inglês) é uma expressão inglesa que denota algo disparatado, sem nexo. A expressão é utilizada para denotar um estilo característico de humor perturbado e sem sentido.

Nas artes literáreas, o nonsense encontra como principais autores Lewis Carroll e Edward Lear, ambos ingleses. Carroll é famoso não apenas pelos livros nonsense (Alice no País das Maravilhas e Alice através do Espelho) mas também pelos seus desafios matemáticos que desafiam a lógica. É importante ressaltar suas poesias de caráter surreal tal qual “O Tagarelão”.

Já Lear publicou três livros de poemas: “Nonsense Songs, Stories”, “Botany and Alphabets”, “More Nonsense Pictures”, “Rhymes”, “Botany etc” e “Laughable Lyrics”.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nonsense

 

PS: Só serão aceitas as respostas registradas nos comentários dessa postagem.

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