com as ilustrações originais de John Tenniel
Alice no país do espelho e o que ela encontrou por lá, publicado em 1871, é a continuação do célebre Alice no país das maravilhas, de 1865. O autor, Charles Lutwidge Dogson, conhecido como Lewis Carroll (1832-1898), era reverendo e professor de matemática em Christ Church, futura Universidade de Oxford. Lá, tornou-se muito próximo das filhas do deão Liddel, principalmente de Alice. A partir de uma história contada às meninas Liddel quando Alice tinha quatro anos, Carroll escreveu Alice no país das maravilhas, em que a menina protagonista segue o Coelho Branco, cai no País das Maravilhas e conhece os mais variados e estranhos personagens. Na continuação, Alice no país do espelho, ela tem de ultrapassar vários obstáculos – estruturados como etapas de um jogo de xadrez – para se tornar rainha. À medida que ela avança no tabuleiro, surgem outros tantos personagens instigantes e enigmáticos.
Carroll, apaixonado por crianças, elaborou as duas narrativas, altamente fantasiosas, como um contraponto às histórias edificantes e moralistas que eram lidas para os pequenos súditos da Inglaterra vitoriana. Porém, tanto Alice no país das maravilhas quanto Alice no país do espelho mostraram ser muito mais do que histórias infantis: são obras-primas da literatura fantástica de todos os tempos, para leitores de todas as idades.
Esta edição traz uma nova tradução do texto clássico e reproduz as ilustrações originais de John Tenniel.

Alice no País do Espelho… há título mais sugestivo para as mentes curiosas? Estamos de volta ao ponto de origem…aquele mesmo universo estranho e inusitado de Alice no país das maravilhas. Dessa vez a história adquire as características de um jogo de xadrez. Todos os eventos da trama se constituem em jogadas até que um xeque-mente anuncie o seu final. Diz aí, fazer jogo em literatura? Isso é ou não é o ápice do engenho criativo? Carroll não é fraco não! È por isso que eu amo falar de literatura. Eu me encanto com esses gênios da escrita que vieram ao mundo para criar histórias que transcedem o tempo e o espaço.
Continuando depois do arroubo apaixonado…
Nesse mundo imaginário dos contrários, Alice se encontra com o rei e a rainha de copas, com Humpty Dumpty e cia. O melhor da narrativa são as brincadeiras de lógica, os jogos de linguagem, os quebra-cuca que caracterizam o estilo autêntico e original da escrita de Carroll. Sob a capa de brincadeira, o livro é contestador ao subverter a linguagem instaurando o tal falado clima de nonsense (Imagine o rebuliço de tais idéias em plena era vitoriana!).
A narrativa é um aventura só! Eu recomendo e digo mais: vale a pena curtir a narrativa como criança. Afinal, Alice Liddell (A pequena musa de Carroll) e suas irmãs não se valeram de explicações de rodapé para entender o mundo de possibilidades ali desenhado. Simplesmente souberam apreciar sua magia. E sabe o que mais? Vale a pena enriquecer a sua biblioteca interna lendo mais essa obra exemplar.
O quê? Ainda não participou do sorteio? O tempo está correndo…vá pra lá agora!


Essa é mais uma edição de nosso 


















Fala Gracinha!