fev
28

picture2life_00000_originalTema: Contos de Fadas revisitado

Mês: fevereiro/210

Título: Lanark: Uma vida em quatro livros

Autor do livro: Alasdair Gray

Editora: Record

Nº de páginas: 655

Quando seu romance estréia, ‘Lanark’, foi lançado, Alasdair Gray ganhou a fama de melhor escritor escocês desde Walter Scott e o livro se tornou a mais influente obra escocesa da segunda metade do século XX. Um trabalho de intensa imaginação e largo alcance, cujas técnicas de narrativa semeiam uma mensagem profunda, tanto no campo pessoal quanto no político. Esta obra trata da incapacidade humana de amar e a compulsão de tentar encontrar o amor verdadeiro. É um épico moderno, apocalíptico e experimental, realista e fantástico, repleto de narrativas lúdicas. Publicado originalmente em 1981, o livro é uma mistura de diversos gêneros, aparentemente díspares – do conto até a novela, passando por fantasia, ficção científica, autobiografia, crítica literária e realismo.

O livro é sobre a história da vida de Lanark. No primeiro capítulo Lanark, sem passado e sem nome, chega numa cidade estranha onde não há luz do dia e as pessoas são dominadas por um poder invisível a determinar seu modo vida.  Nesse lugar, as pessoas são acometidas de doenças estranhas. No caso de Lanark, por exemplo, seu braço é coberto de escamas de dragão e no lugar da mão, o que se vê é uma pesada garra do mesmo animal.  De forma simbólica, a doença  em Lanark representa sua alma e espírito revestidos de uma couraça em que nada ou ninguém o possa atingir.  Obviamente, a evolução da doença em Lanark significa a perda de sua essência, de sua identidade, de sua humanidade. Paira a pergunta: Lanark será curado?  Antes de sabê-lo, o leitor deverá acompanhar a história de sua vida do início ao fim.  De forma instigante e original, o autor nos leva a percorrer com Lanark a via difícil, sofrida e inglória de quem resiste a ser coisificado. Seja por convicção, coragem moral ou espiritual, a esperança continua sendo a melhor opção.

Eu escolhi este livro porque…

Sua boa fama o precede. Isso foi o  que instigou a minha curiosidade.  Além disso, a leitura calhou com a ocasião do desafio literário de fevereiro uma vez que a narrativa acontece em um universo maravilhoso e fantasioso.

A leitura foi uma experiência fantástica. O livro está além de qualquer definição. A começar por sua estrutura não-linear onde a história começa pelo livro 3 (E com o prólogo no meio!). Esse aspecto inusitado soou como novidade para mim. O livro é complexo, sem sincronia, porém não menos divertido. Acima de tudo nos inspira por tratar de temas que nos são caros. Fala do amor, dos sonhos e da liberdade ofuscados pela circulo vicioso de uma cultura castradora do indivíduo.  Com certeza é  um livro que exige várias releituras para melhor compreendê-lo.

È  5/5!

fev
22

kamilabanner

A dama, algumas camélias e Alexandre Dumas Filho

Dama Camélia“Então sentei-me a seu lado e tentei aquecê-la sob meus carinhos. Não dizia uma palavra, mas sorria . ”

A dama das camélias.



Depois de Pollyanna eu pretendia ler Pollyanna Moça, entretanto, ao terminar o último capítulo do primeiro livro, eu necessitava urgentemente de algo mais… acima de 18 anos.

coelhinho

Entrei na livraria buscando por capas e títulos apimentados, mas acabei na seção de livros clássicos. Todas as vezes em que eu me perco entre as estantes de uma livraria, acabo me encontrando no corredor dos clássicos.

Então, lá estava eu: “Os miseráveis”?… não… “Os duelistas”?… não… “O conde de Monte Cristo”?… definitivamente não… “Moby Dick”?… talvez… ou não… “Germinal”… NÃO… “O suicídio”?… NÃOOO… mas, eis que “A dama das camélias” surge diante dos meus olhos para, após cinco minutos, estar dentro da sacola de compra.

Pensei que gostaria da leitura, mas, na verdade, acabei por considerar A dama das Camélias como o melhor livro que eu li. Lindo, romântico, suave, inesquecível.

Além, é claro, do maravilhoso pano de fundo: Paris.

A estória é, basicamente, sobre Marguerite Gautier, uma cortesã divanesquérrima, que desperta o amor de Armand Duval, um cara que não é pobre, mas, definitivamente, não é rico. A dama das camélias, na verdade, é uma autobiografia sobre os sentimentos que o escritor Alexandre Dumas nutria pela cortesã parisiense Marie Duplessis (foto 1).

Uma leitura que recomendo para todas!

Marie duplessis

Finalmente, para a elaboração de minha habitual ilustração, grudei os olhos nas obras de Baz  Luhrmann e adicionei algumas colheradas de Beatrix Potter. E, desta forma:

casaldamasdascamelias

Crédito: Kamila Denlescki

Mas, vocês sabem que eu nunca fico no primeiro desenho e, desta vez, fiz algo mais interativo. Uma camélia inspirada no art nouveau que vira caixinha de jóias… é só clicar com a direita e selecionar “salvar imagem como…” e, em seguida, imprimir:

cameliascaixinhadejoias

Crédito: Kamila Denlescki/ Clique na imagem para ampliá-la

OBS: É muito sussa de montar… dê preferência a sulfite de maior gramatura ou imprima em sulfite normal e cole sobre cartolina. Em seguida é só cortar e colar e voilá!

OBS_2: sim, eu sou a pior professora de artesanato da galáxia.

Música que ouvi enquanto desenhava: When You Taught Me How to Dance  (Linda… lindíssima).

 

O livro A dama das camélias tem gosto de: Macaron (docinho, crocante, mas acaba rápido).

Margarite tem cheiro de: Coco mademoiselle, agora! (Chanel)

Cor de esmalte preferida de Margarite: Risqué La Boheme

Fontes:

Imagem 1 (Marie Duplisses)

Imagem 2 (Peter Habbit, Beatrix Potter)

Imagem 3 (Mouling Rouge, Baz Luhermann)



Category: Lit Glamour  6 Comments
fev
18

Estrela_pier

Lucia tem uma vida monótona e previsível até vencer o concurso mais cobiçado do momento.
Não apenas ganha uma viagem para Londres, como também um jantar com o ator inglês Richard Clevehouse.

O que era sorte, entretanto, muda de cor. Richard, o belo ator de olhar sombrio, guarda um segredo: a vida de Lucia corre perigo. E ele fará de tudo para protegê-la, mesmo que, em troca, tenha de sofrer muito mais do que espera.

Das certezas, apenas uma:
Não há para onde fugir!

Autor: Kamila Denlescki
Editora: Novo Século
Ano de Lançamento: 2009
Número de Páginas: 232

Uhú! Òtimáximo! Adorei Estrela Píer.

O livro é do tipo que se lê em uma sentada. Não porque seja pouco extenso, (realmente a história é curtinha com direito a gostinho de quero mais). Mas não é isso. É muito mais porque a trama introduz-se mansamente a ponto de ensurdecer nossos sentidos para o tique-taque do relógio e outros estímulos estressantes. Sim, meu caro Proust, concordo contigo, “a leitura é a mais nobre das distrações”*. De um jeito gostoso, a trama se encarrega de nos puxar pela mão preparando-nos para os arroubos súbitos de “Ih! E agora? O que virá?”.  Enquanto a leitura transcorria no melhor estilo “What have happen to Lucy Píer?”, imergi-me no universo glamoroso que Kamila Denlescki pintou tão habilmente. A história é muito charmosa.

A narrativa é bem estruturada com um pezinho lá nos contos de fadas e nos contos maravilhosos em que a proposta é apresentar um desígnio a ser cumprido pelo protagonista da história, nesse caso, Lúcia Píer. Para cumprir seu destino (que você só saberá lendo), Lúcia precisa sair do seu casulinho e partir em uma viagem inusitada em busca de si mesma, do desconhecido (se o desconhecido tiver um corpão e for sexy, melhor ainda). Quem sabe no ponto de chegada não esteja a tão sonhada felicidade? Antes disso, claro, múltiplos obstáculos marcam presença. Essa estrutura narrativa, ao longo da história da literatura, tem se demonstrado certeira. Não é toa que gêneros do tipo agregam fãs ardorosos em torno de si. Eu sou um deles!

A Kamila tem um raciocínio sofisticado e irônico que marcadamente influencia a sua escrita. O que poderia resvalar em uma arrogância intelectual é competentemente transformado na pedra de toque do livro de onde se origina os diálogos inteligentes e de um humor sutil. Adoro!

Para os melindrosos, o componente glamoroso de que falo não tem nadinha de pomposo. O glamour fica por conta da viagem no tempo rumo à inesquecível Hollywood dos anos 40 e 50. O impressionante é que se trata de história contemporânea, mas o look retrô está o tempo todo ali servindo de pano de fundo para que os nossos James Dean e Rita Hayworth modernos e repaginados na pele de Lucia e Richard nos fascinem com seus desempenhos memoráveis. Um luxo!

Para quem enjoou das mocinhas que choram pelos cantos, Lúcia Pier é digna de palmas. Poderia ser o clichê da nerd recalcada e com baixa auto-estima, mas dribla facilmente esses limites que acabariam por anular as várias possibilidades de Lúcias que tem dentro de si. E no melhor estilo butterfly, a transformação de Lúcia Pier é muito interessante de se ver. Além da mente sarada, temos aí uma mocinha de fibra que não espera que o mocinho a salve dos vilões. A menininha, ela mesma, sem bancar a feminista e sempre feminíssima, bota pra quebrar.

E Richard? Nasceu para ser o anti-herói. Um mau-mau apaixonante e apaixonado. Apesar da fama de vilão, não é um bruto que ama. È um verdadeiro gentleman, mas sem a tal da empáfia estudada. Talvez seja esse um papel mais bem desempenhado por Kim, a outra ponta do triângulo amoroso. Voltando ao Richard, é esse belo espécime de imperfeição heróica que vai até as últimas conseqüências para conquistar o amor de Lucy. Um amor que não estava no script literalmente. Kimdjuvantes de plantão, abram o olho!

A pergunta que não quer calar: os vilões estão com tudo ou mau mocismo cai como luva em nossos heróis?

Aprendi no blog da Steffens que estamos diante de um Mistery Lit. Então, não vou ser a estraga-prazeres por quebrar o pacto. Em se tratando de mistério narrativo, a cada leitor compete desvendá-lo no silêncio de seu santuário de leitura. Além do que não é de bom tom futricar os acontecimentos da trama com quem ainda não a leu. Que fiquem, então, registrados apenas os meus sentimentos sobre a coisa toda.

Recado para a editora Novo Século: Demonstrem cuidado para com seus autores, leitores e livros. Nós agradecemos.

Vou botar Queen no CD Player e ouvir Don’t stop me now nas alturas.

Fui!

*Marcel Proust



fev
10

Mariaelviraembuscadoparaiso Olá , eu sou Maria Elvira

O meu Romance Gracinha é Em busca do Paraiso de Judith Mcnaught - Editora Bestseller

È um Romance Gracinha porque faz com que você tenha fé verdadeiro amor e que ele resiste a tudo quando se busca do paraíso.

O Romance é sobre a história de encontros e desencontros na vida de Meredith Bancroft. Rica, muito insegura e sensível foi abandonada pela mãe quando tinha 1 ano , ficando a mercê de uma pai ciumento e tirano que não media esforços para dominá-la. Durante a sua infância conheceu Lisa, que se tornou sua amiga fiel, companheira de todos os momentos de Meredith. Antes de ingressar na universidade, Meredith conheceu Matthew, Matt para os íntimos, eles tiveram um romance tórrido, um casamento relâmpago e uma separação difícil baseada em mentiras e traições. E depois de 11 anos o destino resolveu cruzar seus caminhos novamente, levando ao uma serie de situações difíceis, apaixonadas e reveladoras, provando que o mundo da voltas surpreendentes.

O ápice é quando as mentiras que separam os dois durantes anos vão começando a ser descobertas.

Tem trilha sonora? Bem no livro nao diz nada sobre uma trilha sonora especifica .. Se eu fosse pensa rem uma música para embalar o romance de Meredith e Matt .. seria I Want To Know What Love Is, da banda inglesa Foreigner.

 

Faça como a Maria Elvira  participe também! È só preencher o nosso formulário.

E o Romance Gracinha procura Cassandra Camila. Cassandra, se você estiver lendo esse post, por favor, entre em contato comigo! Ass: Vivi

fev
09

plagio1 copy

A blogosfera literária unida vem através desta blogagem coletiva mostrar seu repúdio a aqueles que se utilizam dos textos alheios para se projetar na web. O mundo virtual dos blogs é um espaço livre, de compartilhamento de ideias e opiniões, mas essa liberdade também deve ser norteada pelos princípios da ética e da camaradagem.Infelizmente a ética e a camaradagem não têm sido respeitadas por algumas pessoas. Nos últimos dias tivemos conhecimento de que um dos blogs dedicados a falar sobre o universo dos livros o “Nossos Romances”, foi quase que totalmente copiado. A proprietária (e nós também) vimos que além do layout do blog, vários textos foram simplesmente transplantados de um blog para o outro. A confirmação do plágio se deu a partir da comprovação que as mesmas resenhas publicadas no blog Nossos Romances, estavam publicadas aqui.


Plágio 1 – http://i630.photobucket.com/albums/uu30/blogtonks71/plgio1.jpg

Plágio 2 – http://i630.photobucket.com/albums/uu30/blogtonks71/plgio2.jpg

Plágio 3 – http://i630.photobucket.com/albums/uu30/blogtonks71/plgio3.jpg

Plágio 4 – http://i630.photobucket.com/albums/uu30/blogtonks71/plgio4.jpg

Plágio 5 – http://i630.photobucket.com/albums/uu30/blogtonks71/plgio5.jpg

Plágio 6 – http://i630.photobucket.com/albums/uu30/blogtonks71/plgio6.jpg

As blogueiras têm consciência de quando os textos estão inseridos na internet, há possibilidade de menções e cópias, mas o que não é admitido é ter os nossos textos copiados, sem a nossa autorização ou, pelo menos, um aviso de que o texto será reproduzido. A falta desse aviso é compreendido pelas blogueiras como uma simples cópia com o intuito de aproveitar-se da audiência e/ou sucesso alheio.

O caso do blog Nossos Romances que teve seu template e textos copiados, chegou a tal ponto que até o domínio .com.br foi registrado. A ação é considerada como plágio e a blogosfera literária repudia, abomina e em conjunto vai denunciar essa atitude.

Olá, caros leitores do RG, tive que adiar a sessão “Qual é o seu romance Gracinha?” de hoje para tratar desse assunto inadiável e lamentável. Para quem não sabe, plágio é quando alguém divulga como sendo de sua autoria um trabalho que pertence a outrem. Segundo o Houaiss, seu significado implica ainda fazer imitação do trabalho alheio. O ato é de tamanha vileza a ponto de ser considerado crime. Pois se trata de uma violação da ética e da honestidade e uma ofensa ao espírito colaborativo e à inteligência coletiva da atual web 2.0 da qual participamos.

Engajei-me na blogagem coletiva por acreditar em tais ideais e, em igual medida, em solidariedade a Lili, dona por direito e excelência do blog Nossos Romances, que foi mais uma vítima da vilania e mesquinharia dos que sugam a energia vital dos que pensam e constroem com autenticidade. Escrevo agora tomada de indignação e tristeza porque a Lili com o seu excelente blog  foi um dos agentes determinantes da existência do Romance Gracinha. Vê-la passando por tal situação me fere muitíssimo. Não se enganem! Caso como esses afetam a todos, pois a perda é coletiva. Perdemos em qualidade, perdemos em inspiração.

Tenho plena consciência de que a questão do plágio, em razão de seu caráter complexo, não se esgota no que digo aqui. Também não me coloco na posição de ser a epítome da perfeição e acima de qualquer correção com relação ao assunto. Reconheço que tenho muito a aprender sobre. Mas, isso não me deixa menos avalizada para registrar o meu manifesto em prol da originalidade expresso nas palavras bem ditas da blogagem coletiva acima. Quem se sentir compelido a participar da causa, divulgue essa blogagem. Nós agradecemos.