Uma leitura puxa a outra…
agosto 19th, 2010 | Vivi | 2 Comments

Escrevo esse post com cara de ué.  Esse livro me causou muita estranheza. De início porque eu não tenho costume de ler histórias que falem de um mundo tenebroso.   Fazer o quê?  O que não faço é seguir a linha blasé-cult 100%.  Existem coisas que me chocam e, por isso,  não vou dar uma de cult bacaninha, não.

Porém, contudo, todavia…eis minha opinião sobre o livro:

O livro traz nove contos que ilustram o sombrio que existe no mais íntimo do chamado sexo frágil: a fêmea da espécie. Não há exceção. Desde uma menina de seis anos até as mais vividas, todas levam também consigo, nas mais profundas camadas de seu ser,  a escuridão e o mal.  Temos ali uma galeria de mulheres frágeis, até mesmo um tanto ingênuas em estado de surto psicótico apelando para o “olha a faca”. Temos a mulher, a nata da inteligência, que mata por acreditar ser  essa a única solução para a sua vidinha insossa; a menininha que sobe no teto da casa, e lá nas alturas morbidamente quer chamar a atenção. Que lambança! O pior é que ela não vai só, lambança sozinha não tem graça. Imagine quem ela leva?  Será que eu conto?

E o que dizer daquela pré-adolescente com cara de boneca, uma espécie de Lolita Malvadeza? Ai daquele que cruzar o seu caminho!  Essa também gosta de crueldade acompanhada. Imagine quem a acompanha quando a sua fúria, encoberta por olhar tão doce, vem à tona?  E a desperate Housewife , fome de sexo e paixão, quando fica obcecada com um carinha que ela viu na praia?

Vou parar por aqui…mas, o interessante é que todas as mulheres do livro são comuns, aparentemente pacatas, mas desgostosas com a vida que levam. Por serem tradicionalmente reprimidas, vem a revolta, bastando ser esse o aval para praticarem a mesma brutalidade que aos homens é hipocritamente justificada.  Sim, em se tratando de contos de mistério, é de fato uma premissa inteligente. O que incomoda é a maneira superficial com que autora conduz a ação e o destino dessas mulheres revelando um olhar odioso e difamatório acerca do mulherio.  A sensação que dá é a de que autora escreve sobre pessoas que despreza e de quem não tem a menor consideração. E por isso, tudo soa estúpido.

Para mim o que há são a fealdade e a maldade na forma de violência gratuita. A autora não se preocupa em desenovelar as motivações. As histórias são inexpressivas,  um ou outro conto chama à atenção em alguns momentos, porém não a ponto de se tornarem marcantes. Infelizmente, a autora, por seu reconhecimento mundial, não entregou o melhor de sua competência nessa obra. Agora, sim: vou parar por aqui.

Fui.

Mas volto.

Category : Contos
agosto 17th, 2010 | Vivi | 2 Comments

Esse é o nosso momento senta que lá vem a história. Em movimento, vale dizer. Interessantes e mágicas as histórias que os livros contam. Assista o filme e me diga se não é uma coisinha encantada a tal da leitura. Basta um livro em mãos e toda vida muda! Saco só: as passagens de uma cena para outra simulam o virar das páginas de um livro pop up. Como gosto de dizer, um charme só.





Category : GracinhaTube
agosto 16th, 2010 | Vivi | 13 Comments

Tema: Romance Policial

Mês: Agosto/210

Título: Onde andará Dulce Veiga?: Um romance B

Autor do livro: Caio Fernando Abreu

Editora: Planeta de Agostini 

Nº de páginas: 213

O livro é sobre…

A busca de um jornalista por uma diva da música há muito desaparecida. O mote é esse. Simples assim, mas que dentro de uma narrativa transgressora que se funde à linguagem dos filmes B, esconde suas surpresas e mistérios. Nas palavras do autor, um romance com “rasgos de lirismo tão incoerentes no meio da lama que chegam a soar absurdos, com momentos de loucura”*. Definição melhor que essa, não há. O romance é isso: cheio de sombras combinadas a um clima noir e ao mesmo tempo kistch. Sabe a tal da mistura que, via de regra, vira cult?

Bem, a caça à Dulce Veiga tem a sua origem quando  o “ cara do jornal”, após entrevistar uma cantora de uma banda de Rock cujo carro-chefe musical é “ Nada além”, clássico cantado por Orlando Silva  e também conhecido na voz rouca de ninguém mais ninguém menos que Dulce Veiga,  escreve uma crônica sobre a femme fatale desaparecida. Curiosidade desperta, parte em busca do paradeiro de quem outrora viveu o ápice do sucesso.

Apesar do “Seu Polícia” não aparecer na história, a natureza investigativa presente na obra recorre aos elementos típicos de uma trama policial do tipo “uma pista leva à outra”.

No entanto é preciso esclarecer. A investigação que acontece no íntimo do jornalista (O cara do jornal que não tem nome) é a vida pulsante da história. Porque nele, no moço-narrador (sine nomine), também há mistérios que, ao longo da história, nos são revelado.

Como se trata de uma obra que se revela a medida que a leitura prossegue, não posso detalhar muito sob pena de desconsiderar a expectativa do leitor.

*Caio Fernando Abreu: cartas, organização de Ítalo Moriconi. Rio de Janeiro, Aeroplano, 2003.

Eu escolhi este livro porque…

A maldição da pilha, o retorno.  Caso agudo de semvergonhite, mesmo.

A leitura foi…fácil. Mesmo porque o autor usa e abusa bem de uma linguagem coloquial e bastante criativa.  Mas definitivamente não faz meu estilo. Essa coisa tão descaradamente presente do ambiente underground, não me faz bem. Como bem disse o autor, “soaram-me absurdos”.  Desse modo, não houve um encontro entre a minha visão de mundo (meu repertório de crenças e convicções) e o narrado; e por fim, não consegui jogar com o texto e sentir prazer com isso.

Button Desafio literário

 

È 3/5!

agosto 14th, 2010 | Vivi | 4 Comments

Li esse frase e não resisti…nasceu esse poster. Surto de ócio criativo, para o bem ou para o mal.

Fica sendo meu abraço de Bom fim de semana!

Créditos

Category : Ilustrada!
 
 
 
WordPress theme by Pritam P Hans