
Quando descobri o primeiro livro da série Crepúsculo não imaginava que o livro alcançaria um sucesso tão estratosférico quanto vem acontecendo hoje. A febre parece não ceder tão cedo. È fato, a Vamp Lit dominou geral, mas eu ainda não consegui me render ao fenômeno. Na minha preferência pessoal de leitura, os seres humanos, os seres cotidianos são os tops one do meu ranking particular. Não estou desmerecendo a capacidade inventiva dos autores do gênero. Até gosto de alguns, mas sem fogos de artifícios. E torço para que um dia algum autor desse filão me surpreenda.
Desde o início do ano venho segurando a leitura de Lua Nova para manter a memória fresca para o filme que tá chegando aí. Lua Nova é a sequência de Crepúsculo. Porém para quem espera que Lua nova seja exatamente a mesma coisa de Crepúsculo, pode se decepcionar. Os fãs da família Cullen devem ter sofrido com a ausência da vampire family em boa parte da história.
È somente ilusão de ótica porque eles, Edward e Cia, estão lá o tempo todo. Seja na apatia de Bella, no seu amor impronunciável ou na sua dor calada e represada que insiste em extravasar.
Impossível não encontrar paralelos entre a história de amor de Bella e Edward e Romeu e Julieta. Inclusive esses dois últimos aparecem bem referenciados ao longo da trama. È perceptível a sensação de tragédia iminente a cada passagem. Em Lua Nova o foco está no conflito resultante da separação de Edward e Bella. O afastamento é devido mais ao senso de proteção de Edward em relação a Bella. Leia-se: Protegê-la dos outros vampiros e de si mesmo, uma vez que o sangue da moçoila lhe é doce e encantador por demais.
E a partir da decisão radical de Edward, presenciamos a dor de Bella e sua difícil transição da letargia para a ação, do crepúsculo para a lua nova. Ver uma Bella sofrida tornou-a mais humana aos meus olhos. Porque para mim ela é toda vampira, só não tem os dentes de fato. Mas em Lua Nova há uma Bella com um quê diferente. No contato com os outros e com Jacob, ela abandona um pouco sua essência gótica e me parece mais solar. Desculpem-me, gostei mais dela assim. E com Jacob, para ser mais clara. Sim, sou da torcida dele e vibro em favor do que eu acho que nunca vai acontecer: os dois juntos no final.
Não desgosto do Edward. Mesmo assim eu o acho muito condescendente e isso me dá nos nervos. Claro que ele é assim em razão de sua existência centenária que lhe confere essa maturidade impassível. Apesar de habitar em um belo corpo teen, a alma dele está há anos luz dessa idade juvenil. Óbvio que minha referência é o R. Pattison com seu rosto belo e, o que é melhor, diferente.
Bem, gostei mesmo foi de Volterra. A descrição da cidade italiana me levou para lá de olhos fechados. Depois de algumas googladas, descobri que, com ou sem Edward, eu gostaria de conhecer Volterra ao vivo e a cores. As passagens mais tensas do livro acontecem nesse lugar de imensa beleza medieval. Um charme só!





















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