Sinopse: Chamam-no de muitos nomes. Anjo, certamente, não é um deles. Sebastian Ballister, o notório Marquês de Dain, é conhecido por sua maldade, sua grande estatura e sua natureza perigosa. Nenhuma mulher respeitável quereria ter quaisquer relação com a “Ruína e Perdição dos Ballisters”. Mas, ele também não quer ter nenhuma relação com a respeitabilidade. Sua obsessão é atuar no que faz de melhor: pecar e pecar. Tudo vai bem, obrigado…até o dia em que, pela porta de uma loja, entra Jessica Trent. Ela é muito inteligente para se apaixonar pelo pior homem do mundo. Jovem e determinada tudo o quer é retirar o irmão do caminho da perdição, não importando quanto custe. Se salvá-lo e, com ele, o futuro de sua família significa ir ter com o diabo, ela não hesitará. O problema é que o diabo, em questão, é irresistível de modo que quem necessitará de resgate é ela mesma!
Nessa versão, a Bela da vez é Jess. Não tão cordata como a antecessora do conto. Pelo contrário, é arguta, de língua ferina e boa de tiro. Lorde Dain, a Fera, é menos fera em suas entranhas do que sua aparência monstruosa faz crer. O romance é um embate de gênios fortes. Dain do lado de lá, quer manter sua biografia de patifaria. Jess, do lado de cá, quer mostrar-lhe o seu interior bondoso. Sim, Dain encobre o tema de fundo de sua história de abandono, medos e receios extravasando ódio e revolta. Jessica, munida de uma artilharia pesada, se envolve na operação de guerra que é laçar o lorde canalha. Enfim, é um cabo de guerra que já se sabe o ganhador (ou ganhadores).
Lord of Scoundrel foi bastante recomendado nos círculos de leitura. Sinto-me grata por algumas vozes que me incutiram de motivação suficiente para lê-lo: Gis, Jê e Driza. A leitura é fluente. Mesmo. O romance é agradável principalmente pela qualidade humorística que imprime. Outro ponto que referencia a qualidade do romance, são as cenas àcidas para um romance histórico, como as passagens em que Jess atira em Dain e o primeiro beijo contraposto a boa moral e aos bons costumes da época. Memoráveis.
No entanto, sinceramente esperei mais. Tenho minhas reservas em relação à construção de Dain. A excessiva auto-referência do monstro incomodou. Se suas atitudes e aparência exprimiam isso, não havia a necessidade de tal palavra sair da boca do personagem. Transmitiu-me a impressão de autoindulgência e egocentrismo e culminou por angariar um pouquinho de minha antipatia. E remeto o sucesso da história mais a Jess e ao estilo de escrita da autora. Aliás, lindinha a maneira peculiar como Jess o via, não?
















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