Archive for the Category »Romance Histórico «

mar
05

marineidelivroOlá , eu sou Marineide

Meu Blog/Site: http://marciagrega.blogspot.com/

O meu Romance Gracinha é Madame Bovary de Gustave Flaubert – Ediouro

È um Romance Gracinha Pela meticulosidade com que o autor descreve os personagens e pelo estilo único de Flaubert que procurava ajustar uma palavra que fosse realmente adequada ao texto, sem fazer uso de sinônimos. Ele dizia que sempre só existe uma palavras justa e única para descrever determinada cena.

O Romance é sobre os anseios de uma jovem que, para fugir da vida monótona da fazenda, casa-se com um médico. Sua vida de casada também não agrada, pois, seu marido é pacato e metódico, e ela passa a gostar de outros homens.

O ápice é quando a personagem principal toma veneno acreditando que terá uma morte tranquila…

Tem trilha sonora? Que eu saiba não, mas posso me informar e depois acrescentar. Tem filme.

Classificação: 4/5

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E o Romance Gracinha procura Cassandra Camila. Cassandra, se você estiver lendo esse post, por favor, entre em contato comigo! Ass: Vivi

fev
01

Ficha de Leitura

Tema: Livros de banca

Mês: Janeiro


Um pouco sobre o mim

Eu sou o (a): Rê Lima

Moro em (Cidade/Estado – UF): Brasília/DF

Na net, você me encontra (Blog ou Site):

http://incubadoraliteraria.blogspot.com/

http://romancegracinha.com/


Neste mês, eu li:

picture2life_00000_originalTítulo: A PRINCESA RAPTADA

Nº de páginas: 285p

O livro é sobre…Príncipes e princesas. A sinopse introdutiva que consta na contracapa do livro resume da seguinte forma a história: “Era uma vez uma princesa, que despareceu sem deixar rastros….até o dia em que um príncipe a encontrou e a trouxe de volta”

Histórias de príncipes e princesas sempre iniciam com o Era uma vez…

Não poderia ser diferente ou poderia?

Confesso que apenas a chamada introdutória do livro não me fez comprar a idéia da história. Pensei: “ Mais  uma história de príncipes e princesas”. Resolvi ler o restante da sinopse. Agradou-me um pouco mais, mas não me dei por convencida. Resolvi pagar para ver.

Então aceitei o convite e me imergir na Escócia de 1810. Ali, conheci Sorcha, herdeira do trono de Beaumontagne que para fugir da revolução em seu país fora mandada para um convento escocês. Em companhia das freiras seguia com sua vida tranquilamente. Longe de todos os pecados da carne (será?) até que em seu caminho surge um pescador esquisito que logo se encanta por ela. Na verdade, o tal pescador é o príncipe Rainger.  O jovem príncipe é incumbido de protegê-la e levá-la de volta, em segurança,  para Beumontagne. O príncipe também sonha reconquistar o seu país e governar junto com a amada. Mas, até lá, esses dois irão se envolver em aventuras, confusões, brigas, beijos, abraços, amassos, beijos, brigas e muito mais. Já deu para imaginar, não?

Pois é,  minhas caras e meus caros, essa é a história contada em uma versão fast food. Se quiserem experimentá-la com mais, digamos sabor,  terão de ler o livro.

Eu escolhi este livro porque…

Em primeiro lugar foi indicado por minha mana Vivi. E em segundo, por ter ido com a “cara” do livro, pura e simplesmente!

Divertida e prazerosa. Confesso que tempos atrás, já fui fã da literatura chamada “mulherzinha”, mas há muito não lia os livros por considerar as histórias sempre iguais.

Neste romance, em particular, a autora tempera a  história com tiradas engraçadas que dão um toque especial à trama.  Ela tem um bom tempo de humor e sabe utilizá-lo nos momentos certos. Obviamente, existe toda a dramaticidade presente em romances desse gênero. Mas, a história se desenrola e não é arrastada. Os personagens, apesar de caricatos, são sedutores. Temos a jovem inocente que desconhece os mistérios da arte do amor até encontrar em seu caminho o jovem e “bem dotado” príncipe de sua vida.

Como em todo romance, o casal de pombinhos  terá de enfrentar todos os obstáculos até se entregarem por definitivo um ao outro. Até o tão sonhado happy end irão se envolver em muitas aventuras.  Garantia de diversão despretensiosa com certeza.

Alguns trechos do livros  com as pérolas da personagem Sorcha e em seu momento de “descoberta”:

“ O seu…negócio é fora do comum de grande?”

“E gaita de fole me parece muito coloquial”

“Eu bem que gostaria de ver o elenco reunido”.

É isso aí, eis algumas tiradas da princesinha. Poderia soar brega, mas a forma como a história é contada, com muito humor, suaviza o apelo sexual contido nos diálogos. É obvio que existem os tais momentos “picantes”, mas eles ficam em segundo plano.

Eu diria que o destaque fica para os diálogos perspicazes e engraçados.

Com base em minhas impressões, a minha nota para o livro é 5/5

dez
01

ameninalivrosOlá! eu sou a Milly.

O meu Romance Gracinha é A menina que roubava livros de Markus Zusak - Editora Intrínseca

È um Romance Gracinha porque é do tipo que, quando se começa a ler, tem de se ir até o final. O engraçado é que quem conta a história é a Morte. Pode imaginar a Morte contando a história de uma menininha que sobreviveu a três encontros com ela? Pois é.

O Romance é sobre Uma “Roubadora de Livros”. Em plena Alemanha Nazista, a Morte, muito ocupada, pára para nos contar a história de vida de uma menininha que sobreviveu a ela tês vezes. É uma história de perdas, ensinamentos, fantasias e vontades. Uma história de amor, renegação e coragem. “A Menina que Roubava Livros” é uma Romance fabuloso, um relato perfeito do que é estar às voltas com a guerra, quando sua única segurança reside em um porão abafado. Quando seus únicos sonhos consistem nos livros que você rouba, que você ganha ou faz.

O livro é narrado em um prólogo, dez capítulos e um epílogo. Cada capítulo tem o nome de um livro que Liesel ganhou, roubou ou, no caso do décimo livro, que ela mesma fez.

Liesel perde o irmão muito cedo, e a mãe entrega-a a uma família alemã Lá, Liesel aprende a ler com seu novo pai, sendo seu primeiro livro “O Manual do Coveiro”, que ela roubara no enterro de seu irmãozinho, logo no começo da narrativa. Conhece um garoto da vizinhança, de quem fica muito amiga e, entre uma Alemanha assolado pela guerra, a Morte, muito ocupada, se desdobra para contar a história dessa menininha que perdeu tudo o que possuía.

Realmente, Liesel Meminger nos cativa, mas bem menos que nossa ilustre narradora.

Markus Zusak escreveu uma história comovente, repleta de um encanto mágico que, imagino, só a dor pode causar. Digo isso porque esse livro é do tipo que nos faz repensar nossas vidas, sabe?
O final, então, é surpreendente.

Vale a pena ler.

O ápice é quando Acredito que o ponto máximo do livro é o final, quando Liesel perde tudo, amigos, pais, tudo. Quando ela beija o amigo, é lindo. E a Morte, então, que lhe guarda o livro que Liesel mesma escreveu e lhe entrega quando ambas se encontram pela última vez, e dessa vez para valer.

Tem trilha sonora? Sim. É “A Última Guerra – Skank”
Justificativa:

E a poeira
Não deixou de cair
Passeia aqui através de mim
E encontra assim o fim
E a poeira
Não deixou de cair
Passeia aqui através de mim
E encontra assim da guerra em nós o fim

 

Acho que esse trecho justifica tudo.

Classificação: 5/5

 

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E o Romance Gracinha procura Cassandra Camila. Cassandra, se você estiver lendo esse post, por favor, entre em contato comigo! Ass: Vivi

set
21

Considerado “excepcional” pelo Booklist e “muito divertido” pelo Washington Post, O chá do amor é um romance sedutor, que nos leva a uma viagem pelas agitadas ruas de Londres e Nova York do fim do século XIX. Falta um ano para que o jovem casal de namorados, Fiona e Joe, realize seu grande sonho: casar e abrir a própria loja de chá. Depois de tantos anos economizando cada centavo, tudo indica que, finalmente, estão próximos do final feliz. Mas o que parecia pouco tempo se transforma em uma eternidade quando uma série de trágicos e dolorosos acontecimentos se interpõe na vida dos dois, e eles se distanciam cada vez mais um do outro. Fiona se vê obrigada a viajar para a América, o que considerava a sua maior aventura. Mal sabia ela que não há aventura maior que o amor...

O chá do amor conta a história de Fiona, uma jovem ingênua e sonhadora de 17 anos, e de seu namorado, também amigo de infância, Joe Bristow. Fiona é operária de uma fábrica de chá e Joe, um feirante. Ambos têm o sonho conjunto de abrir uma casa de chá muito especial. E de xelins em xelins depositados em uma lata de chocolates, lentamente vão se aproximando do tão sonhado objetivo. Porém, ambos não contavam com os percalços que culminariam no adiamento do sonho a dois. O amor que tinham um pelo outro seria forte o bastante para mantê-los unidos? Ou a distância trataria de afastá-los de vez?

Esse belo romance eu recomendo e faço questão de acrescentar cinco estrelas! Livro desenhado ao meu gosto onde o ritmo da narrativa muito ágil e dinâmico me manteve ligada do início ao fim. Uma leitura envolvente e refrescante. Sabe aquele clima emocionante de folhetim em que se eleva a expectativa do telespectador ao ápice? O chá do amor é bem esse clima.

Sim, o fato de ter me apaixonado não indica que economizei a ira. Nem um pouquinho. Quantas vezes me peguei pensando “Se a Fiona e o Joe se desencontrarem mais uma vez, eu desisto!” Promessa vã uma vez que desenvolvi uma intimidade radical com os personagens. Aliás, um elenco de personagens inesquecíveis.

Particularmente, admirei-me da composição multidimensional conferida aos personagens. Fazia com que eles se tornassem autênticos aos meus olhos. Foi muito bom acompanhar a transição sofrida de Fiona. De uma jovem ingênua para uma mulher bem sucedida com uma acurada visão de negócios, porém com um coração sempre leal às suas raízes. Joe também não esteve imune as oscilações da vida. Sofreu tremendamente pelas escolhas infelizes que fez, mas tornou-se um empreendedor de sucesso, porém culpado por ter dado um rumo à vida totalmente adverso ao que desejara. Os demais personagens são, em sua maioria, cheios de vida, dor, alegria, tristeza e realidade.

Vale dizer que a escrita de Donnelly é tão natural e ao mesmo tempo tão rica; capaz de despejar conflitos e tensões em uma linguagem simples, doce e vívida. Apesar do enredo previsível às vezes, é possível perceber que a autora tem estilo próprio.

Em tempo: amo descobrir novos autores; sinto-me melhor ainda quando encontro autores cujas almas se fazem presentes em cada detalhe da história. Jennifer Donnelly levou dez anos para escrever seu primeiro livro: O chá do amor. Para se ter uma idéia ela imergiu de corpo e alma no distrito miserável de Whitechapel em Londres (local onde ocorreram os assassinatos em série cometidos por Jack o Estripador). Donnely caiu de amores pelo lugar de onde pôde extrair inspiração das imagens, sons e impressões do ambiente para escrever o Chá do amor. Tamanha identificação com Whitechapel levou-a dizer que se tivesse tido uma vida anterior, certamente não teria sido uma rainha, mas sim uma moradora de favela! Curiosidades a parte, o resultado do tempo bem empregado torna visível o esforço apaixonado da autora.

Paixão essa que comunicou e me conquistou de cara. Logo me vi em uma catarata de emoções onde tudo era muito apreciável desde os mínimos detalhes. Detalhes tratados como se fossem grandezas maiores e que me faziam querer chorar em várias passagens do livro. A quem interessar: o melhor livro do gênero que li esse ano.

Ah, e se você quiser saber o papel determinante que Jack o Estripador desempenha na história, sugiro que faça a leitura agora porque eu mordo a língua, mas não conto.

Para os que gostam de reviravoltas, encontros e desencontros, mistério, vingança, elegância e humor, vá atrás do seu exemplar agora! Sim, porque o livro é tudo de bom e mais um pouco. Um absurdo de bom!

O final da história não deixa dúvidas: o lance vem em série, então, vá montando sua estratégia para manter a paciência durante o efeito sequência. O próximo livro chama-se The winter rose. E aí tem-se a pergunta: o livro é com quem, com quem? Móoorra de curiosidade! Não posso contar sob pena de estragar a surpresa revelada no Chá do amor.
ago
06

Esta deliciosa fábula narra a emocionante viagem de Aalis, a jovem heroína, e sua descoberta do verdadeiro sentido da palavra liberdade. Aalis vivia encarcerada no castelo; sua vida havia sido raptada pela própria família. O casamento arranjado com o jovem Gilles de Soulliers era a garantia de uma velhice tranqüila para seu pai e também para a França e a Inglaterra, em guerra no século 12. Mas o seu noivo, que partira com os cruzados, morreu em batalha. Agora ela precisava fugir de outra união, com o velho Souilliers, e empreende uma fuga que a levará das agrestes paragens do norte da França para a charmosa catedral de Chartres; da sombra dos monges brancos de Císter e da ordem do Templo para os palácios onde os reis pactuam em segredo o destino dos povos.

Mais um daqueles casos em que a sinopse costuma ser mais atraente do que o livro em si. No que diz respeito ao aspecto medieval é possível encontrar um certo respaldo histórico ainda que apresente alguns equívocos aqui e ali. No entanto, um romance ficcional não se faz apenas de uma documentação plausível. É preciso acrescentar ingredientes que instigue a emoção do leitor. Em uma leitura arrastada e cansativa, vi escassos momentos de aventura. Pareceu-me a supremacia da técnica em detrimento da emoção. E é aí onde o bicho pega, isto é, onde a autora se perde. A aventura que pretendia ser de “capa e espada” é contada de forma tão apagada e desprovida de brilho que chega a causar bocejos. A história simplesmente não se desenrola. O tempo todo acontece um clímax na história que, ao invés de nos transpor para outros momentos e cenários, inexplicavelmente faz com tudo volte ao ponto de origem, como se nada tivesse acontecido. Ou seja, Aalis fugia, corria em meio aos perigos do desconhecido com o fim de alcançar seu objetivo de independência, mas a impressão é a de que ela ficava sempre no mesmo lugar: encurralada na zona de desespero de não saber-se independente como mulher, onde enfim pudesse decidir seu próprio destino.

Outro ponto que me incomodou bastante foi a ausência da descrição de personagens importantes para a trama. Ora, na minha concepção, o personagem e sua caracterização é o que há de mais importante ao se compor um livro; uma boa descrição é a chave de acesso aos portais da imaginação. Ainda que seja uma decisão de estilo e método abdicar de dar uma feição ao personagem, me incomoda não ver as suas características descritas com precisão. A sensação que tive é a de que não conheci a cara e nem o umbigo de Auxerre, o mocinho da história, mascarado pela ausência de sua própria persona. Mas, não é só com relação Auxerre que se pode observar tal omissão, muitos personagens são vozes sem rosto. No mínimo, muito estranho e impessoal. E tal fato contribuiu para que os personagens, inclusive os principais, perdessem a vitalidade em despertar o ímpeto da fantasia e da paixão em mim. E o romance de amor nem foi bom o suficiente para dar um caldo na leitura. Talvez estivesse também apagado pelo excesso de erudição e pouco entretenimento. Pronto, falei!