Archive for the Category »Romance brasileiro «

abr
06

paratãolongoamorvanessaOlá , eu sou Vanessa Orgelio

Meu Blog/Site:

www.livrooimortal.blogspot.com http://vanessaorgelio.blogspot.com/
http://filmotecadanessa.blogspot.com/

 

O meu Romance Gracinha é Para tão Longo Amor de Álvaro Cardoso Gomes – Editora Moderna

È um Romance Gracinha porque é lindo, doce e traz uma linda lição de vida…

O Romance é sobre um rapaz problemático, que não se entende com seus pais e acaba adentrando para o mundo das drogas, bebedeiras e más companhias chegando a ser preso. Sua vida chega ao fundo do poço até que ele conhece Regina. Uma menina diferente das outras, que o ensina o valor da vida, o prazer de amar e a importância de viver bem com os outros.

O ápice é quando ele descobre que Regina sofre de uma grave doença e mesmo após meses e meses de tratamento ela continua sem melhoras. Ele descobre que a ama, mas não diz a ela. Depois que ele se acerta com os pais e faz uma viagem de negocios e ao voltar descobre que Regina faleceu.

Classificação: 5/5

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E o Romance Gracinha procura Cassandra Camila. Cassandra, se você estiver lendo esse post, por favor, entre em contato comigo! Ass: Vivi

fev
18

Estrela_pier

Lucia tem uma vida monótona e previsível até vencer o concurso mais cobiçado do momento.
Não apenas ganha uma viagem para Londres, como também um jantar com o ator inglês Richard Clevehouse.

O que era sorte, entretanto, muda de cor. Richard, o belo ator de olhar sombrio, guarda um segredo: a vida de Lucia corre perigo. E ele fará de tudo para protegê-la, mesmo que, em troca, tenha de sofrer muito mais do que espera.

Das certezas, apenas uma:
Não há para onde fugir!

Autor: Kamila Denlescki
Editora: Novo Século
Ano de Lançamento: 2009
Número de Páginas: 232

Uhú! Òtimáximo! Adorei Estrela Píer.

O livro é do tipo que se lê em uma sentada. Não porque seja pouco extenso, (realmente a história é curtinha com direito a gostinho de quero mais). Mas não é isso. É muito mais porque a trama introduz-se mansamente a ponto de ensurdecer nossos sentidos para o tique-taque do relógio e outros estímulos estressantes. Sim, meu caro Proust, concordo contigo, “a leitura é a mais nobre das distrações”*. De um jeito gostoso, a trama se encarrega de nos puxar pela mão preparando-nos para os arroubos súbitos de “Ih! E agora? O que virá?”.  Enquanto a leitura transcorria no melhor estilo “What have happen to Lucy Píer?”, imergi-me no universo glamoroso que Kamila Denlescki pintou tão habilmente. A história é muito charmosa.

A narrativa é bem estruturada com um pezinho lá nos contos de fadas e nos contos maravilhosos em que a proposta é apresentar um desígnio a ser cumprido pelo protagonista da história, nesse caso, Lúcia Píer. Para cumprir seu destino (que você só saberá lendo), Lúcia precisa sair do seu casulinho e partir em uma viagem inusitada em busca de si mesma, do desconhecido (se o desconhecido tiver um corpão e for sexy, melhor ainda). Quem sabe no ponto de chegada não esteja a tão sonhada felicidade? Antes disso, claro, múltiplos obstáculos marcam presença. Essa estrutura narrativa, ao longo da história da literatura, tem se demonstrado certeira. Não é toa que gêneros do tipo agregam fãs ardorosos em torno de si. Eu sou um deles!

A Kamila tem um raciocínio sofisticado e irônico que marcadamente influencia a sua escrita. O que poderia resvalar em uma arrogância intelectual é competentemente transformado na pedra de toque do livro de onde se origina os diálogos inteligentes e de um humor sutil. Adoro!

Para os melindrosos, o componente glamoroso de que falo não tem nadinha de pomposo. O glamour fica por conta da viagem no tempo rumo à inesquecível Hollywood dos anos 40 e 50. O impressionante é que se trata de história contemporânea, mas o look retrô está o tempo todo ali servindo de pano de fundo para que os nossos James Dean e Rita Hayworth modernos e repaginados na pele de Lucia e Richard nos fascinem com seus desempenhos memoráveis. Um luxo!

Para quem enjoou das mocinhas que choram pelos cantos, Lúcia Pier é digna de palmas. Poderia ser o clichê da nerd recalcada e com baixa auto-estima, mas dribla facilmente esses limites que acabariam por anular as várias possibilidades de Lúcias que tem dentro de si. E no melhor estilo butterfly, a transformação de Lúcia Pier é muito interessante de se ver. Além da mente sarada, temos aí uma mocinha de fibra que não espera que o mocinho a salve dos vilões. A menininha, ela mesma, sem bancar a feminista e sempre feminíssima, bota pra quebrar.

E Richard? Nasceu para ser o anti-herói. Um mau-mau apaixonante e apaixonado. Apesar da fama de vilão, não é um bruto que ama. È um verdadeiro gentleman, mas sem a tal da empáfia estudada. Talvez seja esse um papel mais bem desempenhado por Kim, a outra ponta do triângulo amoroso. Voltando ao Richard, é esse belo espécime de imperfeição heróica que vai até as últimas conseqüências para conquistar o amor de Lucy. Um amor que não estava no script literalmente. Kimdjuvantes de plantão, abram o olho!

A pergunta que não quer calar: os vilões estão com tudo ou mau mocismo cai como luva em nossos heróis?

Aprendi no blog da Steffens que estamos diante de um Mistery Lit. Então, não vou ser a estraga-prazeres por quebrar o pacto. Em se tratando de mistério narrativo, a cada leitor compete desvendá-lo no silêncio de seu santuário de leitura. Além do que não é de bom tom futricar os acontecimentos da trama com quem ainda não a leu. Que fiquem, então, registrados apenas os meus sentimentos sobre a coisa toda.

Recado para a editora Novo Século: Demonstrem cuidado para com seus autores, leitores e livros. Nós agradecemos.

Vou botar Queen no CD Player e ouvir Don’t stop me now nas alturas.

Fui!

*Marcel Proust



nov
14

capa sem destino2

Olá, pessoal!

Cá estou eu de volta para falar das minhas viagens literárias. A viagem da vez foi na companhia de Sem destino de Bruna Longobucco.   Se você aprecia tramas de amor com um final feliz, sua leitura é um prazer garantido.  Mas acrescento: não a projete  em torno do previsível, a história nada tem do universo cor-de-rosa onde a vida acontece sem conflitos.  Não espere encontrar em suas páginas uma heroína casadoira cujo único objetivo é dar de cara com a felicidade personificada no homem de sua vida.

A trama centra-se em Helena (Leninha para os íntimos). Uma linda jovem facilmente categorizada no quadrado das beldades cuja vida privilegiada seria digna de figurar na capa de uma Caras. No entanto, a despeito dos rótulos, o que história nos mostra é uma Leninha infeliz e manipuladora até a medula e com o plus de se fazer de coitadinha.

Em boa parte da leitura fiz côro junto com os personagens e reprovei a sua postura de vítima e as suas atitudes inconseqüentes. Leninha não é fácil! Mentiu até para reconquistar o seu amigo de infância, Tiago.

Mas Leninha também era do tamanho do que via: pequena e reles. Uma incompreendida transitando entre as lembranças da época em que foi feliz e a esperança de uma vida nova.  Leninha não era um pretexto fora de um contexto. O que me levou a pensar que por detrás de sua empáfia, havia de ter algo que, se não justificasse sua revolta, ao menos pudesse explicá-la. E havia muita coisa para considerar: um pai mau caráter, o abandono afetivo, a falta da mãe, coisas não resolvidas de seu passado e tantas outras fontes geradoras de culpa.

Ufa! Com esse saldo negativo, há que se dar um desconto para a moça. Pois, então! Abandonei meu papel de leitora com o dedo em riste e deixei Leninha ser. Mesmo porque ela é, como tantos outros personagens  da literatura, uma habitante da galeria dos espelhos, ou seja, revela muito do que somos. E foi aí que passei a cumpliciar cada uma das suas pisadas de bola.  E dava um dó quando a via disposta a mudar e a resposta que obtinha era quase sempre o descrédito das pessoas que amava.

E por falar nas pessoas que amava, que relação de gato e rato é a de Leninha e Tiago! Os dois sempre na defensiva esperando o ataque de uma das partes como se estivessem em um ringue. Tudo muito reativo quando o que se precisava era de um indício mínimo de maturidade para estabelecer as bases da conciliação. Entre eles, porém, havia mágoas do passado sendo preciso muito amor para superá-las.

Em determinado trecho do livro deparei-me com uma citação de Shakespeare que faço questão de apresentar aqui: “Tem mais do que mostra, tem menos do que sabes”.   Essa frase é a Leninha. Essa frase sou eu. E a partir daí, a leitura trouxe novos significados para mim. Dentre eles, o sentido da palavra destino. Não raro ouvimos a suposição de que o destino é implacável e que ninguém pode escapar de suas mãos. Sem destino de Bruna Longobucco está aí para mostrar que tudo de bom ou ruim que acontece em nossa vida tem ligação com as escolhas que fazemos.  A escolha é a liberdade de se pensar e tecer o  nosso destino.  E o resto é a lei do retorno. Isaac Newton já disse algo sobre isso.

E é assim que, com sua escrita leve e delicada, Bruna Longobucco parte do simples para alcançar o profundo.

Momento destaque: Como a trama se passa em sua maior parte no interior de Minas Gerais, vai aí  o meu aplauso para o gostoso sotaque mineiro e para a sua rica tradição.

Aproveito esse espaço para agradecer a Bruna Longobucco que, tão gentilmente, me ofertou esse exemplar juntamente com outro livro: Além das nuvens.

Além das Nuvens apresenta uma compilação de parábolas que nos faz retornar ao lugar das coisas básicas da vida. Como adoro ler parábola com direito a banquinho, voz e platéia, nem preciso dizer o quanto recomendo.

Para conhecer Bruna Longobucco clique em Bela Tília.

ago
03

Molina é um jornalista que, aos 43 anos, toma a decisão de se dedicar exclusivamente a ser escritor. Na busca por uma história que valha a pena ser contada, ele conhece Xerxes, que lhe narra sua paixão por uma menina chamada Elza, em meio à Intentona Comunista, quando Luís Carlos Prestes quis tomar o poder e foi derrotado. A história de amor, no entanto, jamais foi consumada – Elza foi assassinada por seus companheiros do Partido Comunista.

Elza é a heroína que não chegou a ser, a anti-heroína que não chegou a ser. Você entende? Um personagem sem narrativa, uma peça de formato grotesco. Impossível encaixar Elza em qualquer tabuleiro: nem à direita nem à esquerda, nem em cima nem embaixo. Não era para ela estar ali. Elza só nos resta lamentar, como um acidente. Sua morte não oferece possibilidade de redenção, é uma morte torpe. Elza morreu como uma cadelinha por engano, por esporte, por despeito, por nada. Ninguém a vingou, a própria idéia de vinga-la é inconcebível. Vingar como? Toda vingança histórica é um epílogo, um grand finale que nos obriga a reescrever a narrativa pregressa a partir desse cabo, transformando injustiça em justiça, caos, em ordem. Como fazer isso com Elza? Em que história ela ficaria confortável? Em que história, me diz?

Elza, A Garota é uma narrativa original, inventiva e com altas doses de esforço imaginativo. Um tipo de romance difícil de definir em razão da característica acentuada de “docudrama” que o texto apresenta. Seria um romance híbrido? Um romance-verdade? Um romance histórico? È melhor deixá-lo ser um romance por si só sem a necessidade de outros rótulos para acompanhá-lo. Na verdade, tem-se a combinação perfeita entre literatura e jornalismo como que a evidenciar a linha tênue entre realidade e ficção. Sábia decisão de Sérgio Rodrigues que, visualizando matéria-prima rica o bastante para um romance, evitou reduzi-lo a um trabalho não ficcional. Com isso, ganha o leitor ao ter em mãos um romance com substância suficiente para ser analítico e ao mesmo tempo apaixonado. È um livro cuja narrativa é muito diferente do que já li; com a contextura de thriller, suspense, história trazendo também à luz os pequenos ardis da paixão, elementos do nosso tão apreciado universo literário romanesco.

Mesmo desconhecendo por completo a história de Elza, não pus resistência a oportunidade de conhecê-la por intermédio do livro. Afinal, a pouca repercussão histórica de quem foi Elza não anula a importância da vida dessa menina que, vivendo tão pouco (supostamente 16 anos!), é tão abundante para explicar acerca de quem somos nós, brasileiros, hoje.

Como cidadã brasileira (com orgulho!), fico feliz por Elza ter saído da condição de um mero capítulo propositalmente esquecido da história brasileira. Aí está uma oportunidade para se comprovar que a literatura nacional tem fôlego. O valor da leitura? Acompanhar a verdade saindo dos bastidores não tem preço.

Saiba mais dessa história clicando no link a seguir:

http://www.elzaagarota.com.br/default.asp

jul
22

Mais um livro da linha “Em busca do homem dos meus sonhos”. Dez (quase) amores é uma comédia romântica na melhor compreensão do termo. De fato, a comédia sobrepuja o romance.



Maria Ana é a protagonista e a narradora de sua história de amores e desamores. Como ela mesma diz: “Amores que viraram história. Histórias que viraram amores. Ou quase”.


È uma leitura que passa sem pesar, sem incomodar. Uma terapia a base de muito riso. Em cada capitulo, ela conta um “quase amor”. Cada um mais burlesco que outro. Quando você pensa que não pode rir mais , surge o espírito de “há controvérsias” para lhe mostrar o contrário. Equivale a todos os vale a pena possíveis!


Para reforçar a minha efusiva recomendação, deixo-vos com o comentário ilustre de Martha Medeiros:


“Dez (quase) amores narra os encontros e desencontros de uma legítima “mulher solteira procura”, papel que todas nós já protagonizamos um dia. È divertidíssimo. Tem tiradas impagáveis. Puro entretenimento. Um livro reconfortante para quem acha que é o único ser humano do planeta que está sem programa pro sábado. Duvido que seja seu caso, mas se for, o exemplar que você tem em mãos está aí mesmo para lhe fazer companhia”.


Aí vai um trechinho:


Luiz, este é o nome. O que faz na vida, quantos anos tem, quem é essa pessoa?


Se trabalha no shopping, deve ser vendedor em alguma loja (menos surf, pelo amor de Deus), ou garçom de lancheria, ou faxineiro. E minha mãe que previa um futuro tão luminoso para mim.


Mas também pode ser dono do shopping, por que não? Antônio Ermírio é um que não aparenta o trilionário que é.


Luiz disse amanhã, na mesma hora, e eu vim. Eu e oito milhões de populares se acotovelando atrás das ofertas de Natal. Fico parada no mesmo lugar de ontem, esperando que ele apareça. Agora começo a ficar com fome, mas tenho medo de sair daqui e Luiz chegar. Será que vou me lembrar da cara dele? A miopia fez de mim uma péssima fisionomista.


Já vou desistir quando o vejo. Ele vem correndo e derrubando os oito milhões de chatos pelo caminho.


— Cada vez que eu tentava sair, aparecia mais alguém para eu atender.


— Onde você trabalha, afinal?


— Pode me considerar uma espécie de relações públicas do shopping.


Almoçamos (mal) e hoje quem precisar ir sou eu. Tento marcar alguma coisa para a noite, mas ele já tem programa.


— Se você é casado, abra o jogo.


— Não é isso, mas até o fim de dezembro estou muito ocupado.


— Bem, a gente pode sair no sábado.


— Em dezembro eu trabalho todos os finais de semana.


— Mas o que você faz? É o Papai Noel?


— Como é que você adivinhou?



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***Claudia Tajes nasceu em 1963 em Porto Alegre. Tem seis livros publicados, entre eles, Dores, Amores & assemelhados.***