
A dama, algumas camélias e Alexandre Dumas Filho
“Então sentei-me a seu lado e tentei aquecê-la sob meus carinhos. Não dizia uma palavra, mas sorria . ”
A dama das camélias.
Depois de Pollyanna eu pretendia ler Pollyanna Moça, entretanto, ao terminar o último capítulo do primeiro livro, eu necessitava urgentemente de algo mais… acima de 18 anos.

Entrei na livraria buscando por capas e títulos apimentados, mas acabei na seção de livros clássicos. Todas as vezes em que eu me perco entre as estantes de uma livraria, acabo me encontrando no corredor dos clássicos.
Então, lá estava eu: “Os miseráveis”?… não… “Os duelistas”?… não… “O conde de Monte Cristo”?… definitivamente não… “Moby Dick”?… talvez… ou não… “Germinal”… NÃO… “O suicídio”?… NÃOOO… mas, eis que “A dama das camélias” surge diante dos meus olhos para, após cinco minutos, estar dentro da sacola de compra.
Pensei que gostaria da leitura, mas, na verdade, acabei por considerar A dama das Camélias como o melhor livro que eu li. Lindo, romântico, suave, inesquecível.
Além, é claro, do maravilhoso pano de fundo: Paris.
A estória é, basicamente, sobre Marguerite Gautier, uma cortesã divanesquérrima, que desperta o amor de Armand Duval, um cara que não é pobre, mas, definitivamente, não é rico. A dama das camélias, na verdade, é uma autobiografia sobre os sentimentos que o escritor Alexandre Dumas nutria pela cortesã parisiense Marie Duplessis (foto 1).
Uma leitura que recomendo para todas!

Finalmente, para a elaboração de minha habitual ilustração, grudei os olhos nas obras de Baz Luhrmann e adicionei algumas colheradas de Beatrix Potter. E, desta forma:

Crédito: Kamila Denlescki
Mas, vocês sabem que eu nunca fico no primeiro desenho e, desta vez, fiz algo mais interativo. Uma camélia inspirada no art nouveau que vira caixinha de jóias… é só clicar com a direita e selecionar “salvar imagem como…” e, em seguida, imprimir:
OBS: É muito sussa de montar… dê preferência a sulfite de maior gramatura ou imprima em sulfite normal e cole sobre cartolina. Em seguida é só cortar e colar e voilá!
OBS_2: sim, eu sou a pior professora de artesanato da galáxia.
Música que ouvi enquanto desenhava: When You Taught Me How to Dance (Linda… lindíssima).
O livro A dama das camélias tem gosto de: Macaron (docinho, crocante, mas acaba rápido).
Margarite tem cheiro de: Coco mademoiselle, agora! (Chanel)
Cor de esmalte preferida de Margarite: Risqué La Boheme
Fontes:
Imagem 1 (Marie Duplisses)
Imagem 2 (Peter Habbit, Beatrix Potter)
Imagem 3 (Mouling Rouge, Baz Luhermann)












Falando em moda, e como há essa boa e repentina valorização do vintage, decidi encarar o romance de Romeu e Julieta a partir de uma das principais linhas do Kitsch: o Old Toy.
O que me encanta no Old Toy é a aura sombria que ele carrega; talvez pela certeza de que a criança que usou este brinquedo, hoje é um adulto (ou pior).

















Fala Gracinha!