Nessa semana mcnaughtizante, uma palhinha para Matt e Meredith. M&M é um dos meus casais preferidos. Ai, meu primeiro livro da Judith, provavelmente já devo ter dito isso. È isso…encanto, ponto, parágrafo. Adoro o cenário daquele baile em que eles se conhecem. O baile não é lá grande coisas, muito menos as companhias mas, o que vale é o contexto que os colocam um de frente ao outro. Meredith em uma clara demonstração de rebeldia, enfrenta o pai esnobe e se coloca a favor de Matt ostensivamente excluído da festa de bacanas por não ser da High Society. Bem, o encontro foi criado e, a partir de então, para acender a paixão não é preciso muito e uma pequena chama é o bastante para incendiar os corações de ambos e mudar as suas vidas para sempre. Vamos mais pra frente…
A partir da passagem da Meredith no hospital chorando e gritando o nome de Matt, o leitor sabe que chegou a hora dos protagonistas sentirem a dor que dói mais, a saudade de quem sem ama. A desilusão entra em cena acompanhada de sua parente próxima, a resignação. Resta a ambos, Matt e Meredith colar os corações em caquinhos e seguir em frente.
Guarda um beijo meu
O que for teu ninguém vai nunca mais tirar
Quem sabe
um dia, tudo vai voltar
Mas agora é melhor deixar
Um beijo meu, letra de Hebert Vianna, interpretada por Zizi Possi, veste esse cenário como uma luva. È a síntese musicada de Em busca do paraíso que agora compartilho com vocês. Destaque para o piano lírico e melancólico. Maravilhoso!
Para além da visão romântica e principalmente por ela, o amor é pura física. Quando o amor se estabelece cria-se um campo químico e matemático de proteção, de bem-estar e de felicidade. Quando duas almas se completam, há mais eletricidade entre os beijos do que sonha nossa perecível anatomia. O amor transforma. Incrível o que ele pode fazer. Até as plantas respondem a ele, crescem felizes quando recebem uma centelha tímida desse sentimento. E o que a intenção do amor pode fazer nas moléculas de água?! Entra em processo a metamorfose dos apaixonados. Espetacular, não? Sábios são os que fazem do amor a regra. Yes, we can diria Barack Obama.
— O amor sempre importa.
Eu não tinha como negar. (trecho do livro O amor chegou)
Bem, teorizei demais. O Letra e música desse mês celebra o amor. Porque Love is in the air como bem disse Lili é o traje perfeito para o livro O amor chegou de Marisa de Los Santos. Bravo! Selecionei duas músicas para o livro: A versão de Love is in the air cantada pelo Sin Bandera.
Apesar de minha postura reticente quando o assunto versa sobre versões musicais, adorei o que eles fizeram com a música. Uma combinação de vozes, piano e violão com uma levada romântica, gostosa, alegre que se encaixa perfeitamente no clima instaurado no livro. Essa música faz parte do CD Passado do Sin Bandera. Nesse CD, a dupla revisita clássicos românticos da música internacional e, principalmente, latina. Eu recomendo.
E ele me olhou com doçura.
— Você foi apanhada de jeito, não foi?
— Ah, Teo, eu estou de quatro. (Trecho do livro O amor
chegou)
A outra música é Quien es quien do novo CD de Leon Polar, ex-Sin Bandera. Esse cara é um poeta do amor. Suas músicas estão sempre enxarcadas desse sentimento. Nesse caso específico, a música e a letra parecem te levar às nuvens e criam um clima de sentir-se ninado(a) pelas mãos do amor. O que o livro também faz, na minha opinião. Quem quiser ouvir aperte o play.
Eu fui aquele clichê da moçoila em flor, óculos grandes sob o nariz, deitada em berço esplêndido, espiando a sacada do quarto de Julieta. Tá bom, eu sou a versão um pouco mais envelhecida desse clichê, sou aquela que abre a gaveta já sabendo o que vai encontrar: um exemplar antigo de Romeu e Julieta e a saboria dos tempos idos.
Ah, como amo morar naquela sacada nem que seja pela temporada de um dia e ter A time for us só para os meus ouvidos! Ok, essa imagem não fui eu que fabriquei. Apropriei-me dela desde que assisti ao filme de Zeffirelli, isso aos 11 anos de idade. Relendo Shakeaspeare e re-descobrindo prazeres nunca esquecidos, pensei nesses tempos modernos que, convenhamos, estão todos só prosa para o amor proibido. Se é que para isso exista alguma determinação datada. Mas, corrija-me se estiver errada, não é abundante a onda de amor proibido, da expectativa de um beijo de amor/mortal de Romeus e Julietas contemporâneos em crepúsculos e luas novas ?
Talvez a Julieta original, afeita ao amor solar, repudiasse esse lance lunar da coisa, a julgar por sua célebre frase em resposta a um juramento dito pelos lábios impulsivos de Romeu em um momento porra-louquice:
Oh! Não jures pela lua, a inconstante lua que muda todos os meses em sua órbita circular, a fim de que teu amor não se mostre igualmente variável.
Eu gosto dessa Julieta que entende tudo tão claro como o sol, que teoriza mas que não teme deixar que a prática se encarregue de criar uma realidade de vida possível. Nessa frase, Julieta sacramenta, antes de sequer imaginar seu trágico fim, a sua visão de amor imortal posto que é sol e renasce todos os dias.
Assim como Shakespeare. Mas, não é? Shakespeare permanece atual pela magnitude com que ousou falar da condição humana, do amor, da paixão, da ambição, do ódio, do desejo, da generosidade numa linguagem livre e plural. Shakespeare apaixonante e apaixonado, com cujas histórias eu consigo pactuar.
Momento Letra & Música:
Porque deve existir uma Julieta em algum lugar desse tempo, com corpo inclinado sob a sacada, ensimesmada, celular ao ouvido, bebendo um chá de ervas, sem querer estar só. O que aconteceria se ela não desligasse o celular, não vivesse e não arriscasse? Como poderia saber que Romeu a amava?
Essa imagem não fui que fabriquei, é de uma canção (Romeo loves Juliet de Rick Astley) que, talvez pelo tom melódico choroso, excesso de doçura e pela presença do refrão, tem lugar na minha vida. O player está no sistema toca ou não toca em respeito aos ouvidos mais sensíveis. Quem quiser ouvir, aperte o play. Para baixá-la, clique em download.
Fala Gracinha!