Alice nos país das Maravilhas é uma narrativa de muitos sóis. Ler o livro é como alcançar o mundo dos sentidos. Um mundo mais iluminado. Lê-lo é perceber que há muitos cantos para iluminar dentro de nós. Jardins secretos, talvez…
Afinal, a partir da leitura, a sensação é de que somos também lidos. Pois é…a arte de ler e ver é complexa. Ainda mais em um mundo em que cada vez mais lemos e vemos menos. Não nos aproximamos das entrelinhas e poucas vezes chegamos ao território do não dito.
Pausa para reflexão:
Lerás bem quando leres o que não existe entre uma página e outra da mesma folha.
Agostinho Silva
Mas compreender a obra Alice é como ganhar olhos de poeta. (Sim, eu leio e amo Rubens Alves! E vou tascar um gancho: A arte de ver. Leia esse texto que tem só a ver com que escrevo aqui nesse post.)
Por falar em olhos, é de conhecimento comum o caráter eminentemente visual e imagético da obra de Lewis Carroll. Sua escrita é o máximo da ilustração. Existe ali um design invisível propício para criar a comunicação perfeita. Não por acaso as ilustrações contidas na obra são de grande e boa fama.
A palavra ilustração tem sua origem no Latim Illustrare. A palavra já parece vir em verniz purpurinado, né? Mas é um dos vocábulos mais mágicos de minha coleção de palavras essenciais. Saca só seus significados: Iluminação espiritual, representação viva (por escrito), um esclarecimento, embelezamento, distinção, iluminação, ato de tornar claro na mente, uma imagem ilustrativa. (fonte: http://www.etymonline.com)
Pausa para a gratidão: Obrigada, Lili! Salve, salve net colaborativa e do bem.
Sendo assim, não é toa que as ilustrações de John Tenniel para a obra de Carrol são um clássico. Acho que antes mesmo que a história fosse pensada na mente de Carrol, existia uma Alice a não querer ser apenas texto. E assim a ganhamos no traço.

As gravuras de Tenniel transcenderam o tempo e até hoje influenciam ilustrações das múltiplas versões de Alice. Para os que gostam de viagens utópicas, selecionei algumas ilustrações colhidas nesse mundo Alicenesco da net.

Créditos: Matulay Laszlo

Créditos: Nashaa

Créditos: Sobral
Momento não resisti: Como acredito que cada leitor é também autor, isto é, reescreve o texto a partir de sua própria interpretação, dei existência a minha Alice também! Eis a dita-cuja com direito a efeitos especiais mambembes.

Deixei para o final, uma ilustração que é algo prazeroso de se contemplar.
Notaram que nossa amiga Alice está sem seus cabelos? Com o objetivo de conscietizar e levantar fundos para a cura das crianças portadoras de cancêr, Odone criou esse desenho especial da heroína infantil carequinha. Não fazemos ideia do quanto um simples ato de apresentar um personagem sem cabelos pode estimular a auto-estima dessas crianças. Na imagem, a Alice aparece pronta para lutar. E parece dizer mais: é ruim ficar carequinha, abala o ego, mas cabelo é coisa que cresce e muito mais vale a vida. È isso aí! Palmas para nossa Alice de pauzinhos!
Ufa! Depois dessa viagem visual com muito texto e narrativa, vem-me a certeza: ler-me completa! That’s all.










Desculpe o atraso na divulgação, pessoal. Independente de qualquer atraso, os critérios de validação da participação dos interessados estão assegurados.





com as ilustrações originais de John Tenniel

Essa é mais uma edição de nosso 













Fala Gracinha!