Author Archive

abr
12
como_viver_loja

Algumas coisas são perfeitas do início ao fim.
Meu nome é Sam. Tenho onze anos. Coleciono histórias e fatos fantásticos. Quando você estiver lendo isso, Provavelmente já estarei morto.

Sam ama fatos. Ele é curioso sobre óvnis, filmes de terror, fantasmas, ciências e como é beijar uma garota. Como ele tem leucemia, ele quer saber fatos sobre a morte. Sam precisa de respostas das perguntas que ninguém quer responder. ”Como Viver Eternamente”, é o primeiro romance de uma extraordinária e talentosa jovem autora. Engraçado e honesto, este é um livro poderoso e comovente, que você não pode deixar de ler. A autora tem apenas 23 anos e embora seja seu primeiro livro, ele está sendo lançado em 19 países, dirigido a crianças, adolescentes e adultos.


Esse livro foi uma grata surpresa. Admito que o crivei de suspeitas. “Hmmm, deve ser pura auto-ajuda”, “deve ser muito depressivo” e blá,blá, blá. Após lido e bem recomendado por minha irmã, decidi lê-lo. E para felicidade minha, todas as suspeitas se mostraram infundadas. A narrativa é permeada de lampejos filosóficos acerca da vida e da morte. Coisa bem introdutória mesmo, mas,sem perder a boa base que o tratamento do tema requer. E ao fazê-lo, Nicholls revela um toque genial de não subestimar o seu público. Como mencionado na sinopse, o livro alcança públicos diversificados, sendo por isso um livro sem fronteiras de idade onde não há a infantilização do conteúdo. Ao contrário, o livro tece metáforas sobre a morte e incute reflexões as quais todos, sem distinção, são capazes de considerar.


Com a transposição de um tema denso para uma roupagem leve, simples, otimista, mas não menos instigante, a leitura se desenvolve em uma tacada só, revelando-se uma excelente companhia em salas de esperas pois, capta sua atenção do início ao fim. Daquele tipo de livro que mexe, torce e retorce com suas emoções. E, sim, é difícil não se emocionar com a história de Sam. A seu modo, Sam lança luz a tantas questões que trazemos conoscos e temos medo de formulá-las porque de certo modo, é mais fácil viver criando disfarces para o medo, para a angústia e para o pânico. E é um alívio constatar que os desdobramentos da narrativa apontam para o discernimento da importância que é fazer da vida uma realização feliz, independente das circunstâncias.


Dependendo do ângulo adotado, não é um livro que fala de morte. Fala da vida, como diria Sam. Altamente recomendado.

Resenha escrita em 23/02/2009
abr
07

edição-de-bolso-aliceDesculpe o atraso na divulgação, pessoal. Independente de qualquer atraso, os critérios de validação da participação dos interessados estão assegurados.

Como afirmei no post de anúncio do sorteio, bastava responder à pergunta formulada para validar a participação do respondente ao sorteio desde que a resposta fosse enviada até o dia 30/03. Afinal, o sorteio era para ser divulgado no dia 31/03.

Sendo assim, tivemos 15 respostas válidas. Para fins de sorteio, cada participação foi numerada em ordem crescente de 1 a 15. Vamos lá, continha básica:

 

1- Larissa Carelli

2- Erica Sayuri Correa

3- Vanilda Dias

4- Aline Veridiano

5- Celso

6- JAMIILLE FORTE

7- alice Ceneviva

8- Sílvia

9- Letícia Vitoriano

10- Jay

11- Luana

12- Cris Costa

13- Helen A.Z

14- Débora Lauton

15- Victor Sena


Momento A Comprovação:

sorteio Alice

Sendo assim, o alicinado que ganhou o livro Alice no país das maravilhas Edição especial de bolso foi, você, JAMIILLE FORTE. Menina, que poder de atração você tem? (“quem ganhou a promoção”? Você!) Alicinante!

abr
06

paratãolongoamorvanessaOlá , eu sou Vanessa Orgelio

Meu Blog/Site:

www.livrooimortal.blogspot.com http://vanessaorgelio.blogspot.com/
http://filmotecadanessa.blogspot.com/

 

O meu Romance Gracinha é Para tão Longo Amor de Álvaro Cardoso Gomes – Editora Moderna

È um Romance Gracinha porque é lindo, doce e traz uma linda lição de vida…

O Romance é sobre um rapaz problemático, que não se entende com seus pais e acaba adentrando para o mundo das drogas, bebedeiras e más companhias chegando a ser preso. Sua vida chega ao fundo do poço até que ele conhece Regina. Uma menina diferente das outras, que o ensina o valor da vida, o prazer de amar e a importância de viver bem com os outros.

O ápice é quando ele descobre que Regina sofre de uma grave doença e mesmo após meses e meses de tratamento ela continua sem melhoras. Ele descobre que a ama, mas não diz a ela. Depois que ele se acerta com os pais e faz uma viagem de negocios e ao voltar descobre que Regina faleceu.

Classificação: 5/5

Faça como a Vanessa  participe também! È só preencher o nosso formulário.

E o Romance Gracinha procura Cassandra Camila. Cassandra, se você estiver lendo esse post, por favor, entre em contato comigo! Ass: Vivi

mar
31

picture2life_00000_original(3)Tema: Clássicos da Literatura Universal

Mês: Março/210

Título: Ana Karênina

Autor do livro: Tolstói

Editora: Nova Cultural

Nº de páginas: 654

Uma das melhores obras de Tolstói, o romance Ana Karênina narra a história do amor difícil e controvertido vivido pela protagonista Ana na Rússia czarista. Ela é uma mulher casada que vai atrás de seu amante Vronski mas, arrebatada por uma paixão proibida, resvala cada vez mais para um abismo de mentiras e destruição. Tolstói questiona o significado da vida e da justiça social tendo como pano de fundo as crises familiares. É o maior romance do adultério na literatura universal.

O livro, como comumente é conhecido, nos fala sobre uma história de adultério. No entanto, percebi que a trama aborda outros temas complexos. À primeira vista, a graça da narrativa é a  de não se restringir a uma trama só. Engenhosamente vemos descortinar três histórias com visões concorrentes sobre o amor e o casamento. Para quem assim como eu pensou que o cerne do romance é a Ana Karênina, o livro de fato se revela uma surpresa. Outros personagens têm igual ou mais destaque do que ela. Mas vamos ao que interessa: a três histórias que mencionei acima. A primeira delas retrata a vida de casados de Stiva e Dolly Oblonsky.  Um casamento de conveniência, sem amor e sete filhos. Por mais terrível que possa parecer, esse casal é o refresco do livro uma vez que a tentativa de ambos em  manter o casamento de pé tem o seu quê cômico. Ah, Kostantin e Kitty Levin! Esse casal me encantou com aquele começo de namoro(?) muiiiiito estranho e doce ao mesmo tempo. A passagem em que os dois fazem uma declaração de amor mútuo é uma das passagens mais fascinantes que já li.  A minha admiração por ambos os personagens é também devida à capacidade que possuem de transcender os papéis sociais de gênero em uma sociedade eminentemente patriarcal. Por fim, temos a relação babado forte dos Karenins. Casada com um marido presencial e emocionalmente distante, Anna vive uma vida resignada até conhecer Vronski por quem se apaixona. Assumidamente adúltera, Ana paga dura e sofridamente por não negar sua paixão. E nisso se revela o padrão duplo com que as ações femininas e masculinas são julgadas. À Ana resta-lhe amargar uma reputação denegrida enquanto Vronski continua bem aceito nos mesmos círculos sociais. Para além disso, o sentido da história é bem profundo tornando-se apaixonante acompanhar a trajetória dos personagens em busca da felicidade e do sentido da vida.

Eu escolhi este livro porque…

Amo a literatura russa. Pronto, falei.

A leitura foi maravilhosa. Esse livro nos abstrai da realidade sendo impossível sair incólume de sua leitura. Certamente uma obra inesquecível. Como me esquecerei de Levin? Um dos personagens mais nobres e dignos que já conheci?  Da obra em si, só vejo ganhos em lê-la. E essa é a parte em que ressalto que gostei  do livro não porque seja um clássico.  Gostei porque gostei.  Gosto de livros que me comunicam de alguma forma independente de sua classificação, seja clássico ou contemporâneo.  E nesse caso, Tolstói me conquistou ao  tratar de assuntos tão profundos utilizando-se de uma linguagem tão gostosa e fácil de modo que não senti o tempo passar. Mas é preciso ter em mente que para além do entretenimento o livro aborda ricas temáticas de cunho social.  A implicação disso se traduz  naquelas partes em que os discursos são longos,  descritivos e filósoficos.  Para quem gosta,  a leitura é um prato cheio e saboroso. Ao fim do livro, uma inquietação permanece acerca do amor romântico, o amor inventado. Como adoramos um amor inventado, exagerado, cheio de drama e paixão, não é?  Assim cantava Cazuza. Mas Tolstói cutuca: Pode-se tudo por amor? E o amor, o que é? Turbulência ou calmaria?  Diga aí, meu irmão!

È 5/5!

mar
26

alicecom as ilustrações originais de John Tenniel

Alice no país do espelho e o que ela encontrou por lá, publicado em 1871, é a continuação do célebre Alice no país das maravilhas, de 1865. O autor, Charles Lutwidge Dogson, conhecido como Lewis Carroll (1832-1898), era reverendo e professor de matemática em Christ Church, futura Universidade de Oxford. Lá, tornou-se muito próximo das filhas do deão Liddel, principalmente de Alice. A partir de uma história contada às meninas Liddel quando Alice tinha quatro anos, Carroll escreveu Alice no país das maravilhas, em que a menina protagonista segue o Coelho Branco, cai no País das Maravilhas e conhece os mais variados e estranhos personagens. Na continuação, Alice no país do espelho, ela tem de ultrapassar vários obstáculos – estruturados como etapas de um jogo de xadrez – para se tornar rainha. À medida que ela avança no tabuleiro, surgem outros tantos personagens instigantes e enigmáticos.

Carroll, apaixonado por crianças, elaborou as duas narrativas, altamente fantasiosas, como um contraponto às histórias edificantes e moralistas que eram lidas para os pequenos súditos da Inglaterra vitoriana. Porém, tanto Alice no país das maravilhas quanto Alice no país do espelho mostraram ser muito mais do que histórias infantis: são obras-primas da literatura fantástica de todos os tempos, para leitores de todas as idades.

Esta edição traz uma nova tradução do texto clássico e reproduz as ilustrações originais de John Tenniel.

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Alice no País do Espelho… há título mais sugestivo para as mentes curiosas? Estamos de volta ao ponto de origem…aquele mesmo universo estranho e inusitado de Alice no país das maravilhas. Dessa vez a história adquire as características de um jogo de xadrez. Todos os eventos da trama se constituem em jogadas até que um xeque-mente anuncie o seu final. Diz aí, fazer jogo em literatura?  Isso é ou não é o ápice do engenho criativo?  Carroll não é fraco não! È por isso que eu amo falar de literatura.  Eu me encanto com esses gênios da escrita  que vieram ao mundo para criar histórias que transcedem o tempo e o espaço.

Continuando depois do arroubo apaixonado…

Nesse mundo imaginário dos contrários, Alice se encontra com o rei e a rainha de copas, com Humpty Dumpty e cia. O melhor da narrativa são as brincadeiras de lógica, os jogos de linguagem, os quebra-cuca que caracterizam o estilo autêntico e original da escrita de Carroll. Sob a capa de brincadeira, o livro é contestador ao subverter a linguagem instaurando o tal falado clima de nonsense (Imagine o rebuliço de tais idéias em plena era vitoriana!).

A narrativa é um aventura só! Eu recomendo e digo mais: vale a pena curtir a narrativa como criança. Afinal, Alice Liddell (A pequena musa de Carroll) e suas irmãs não se valeram de explicações de rodapé para entender o mundo de possibilidades ali desenhado. Simplesmente souberam apreciar sua magia.  E sabe o que mais? Vale a pena enriquecer a sua biblioteca interna lendo mais essa obra exemplar.

O quê? Ainda não participou do sorteio? O tempo está correndo…vá pra agora!