
Costumo pensar que ao nascer, verti meu choro de lamento não em razão das palmadinhas em meu bumbum enrugado. Devo ter chorado, inconscientemente, ao divisar o tempo que levaria até que eu começasse a decifrar o mundo.
È fato. Não consigo visualizar minha história sem que os livros não tenham feito parte como protagonistas ilustres. Impossível separar-nos em compartimentos estanques. Se pensar bem, ele (o livro) preparou a minha chegada a esse mundo. Quando meus pais buscavam pelo meu sustento espiritual nas páginas do Livro Sagrado – A Bíblia -; quando minha mãe consultava no A vida do bebê informações que a ajudaria a encher-me de cuidados nos estágios do desenvolvimento infantil pelos quais eu passaria.
Mal podia imaginar que ao me concentrar diligente nas letrinhas – a asinha da abelhinha da letra “a” e a barriginha proeminente do “b” etc. – que minha mãe me apresentou por intermédio da cartilha Caminho Suave, eu aprenderia a ler o mundo. Lembro-me agradecida dessa época de descoberta. Pois, o aprendizado das letras e o uso combinado delas para formar um todo coerente descortinou para mim um mundo mágico, cheio de cores e fonte de sabedoria a jorrar sem fim.
Meus livros contam muitas partes boas de minha história. E resgatá-los à memória é como desvendar uma parte essencial de mim mesma. Agradeço a Náh por propiciar esse momento “Saudade não tem idade”.. Ademais minha coleção literária tornou-se uma narrativa fecunda que nada mais é do que um tomo de minha existência.
Resgatando a saga dos livros que li vem-me à lembrança meus primeiros livros infantis. Foram tantos e todos especiais. Mesmo não tendo crivo crítico para discernir se um livro era bom ou ruim, eu tinha lá meus critérios para elegê-los os melhores. Para muitos deles, bastavam-me as letras ornadas com figuras: suas molduras.
Não satisfeita com os livros que ganhei, bolinava os dos meus irmãos: A bela e a fera e o João Sem Medo. Depois que os li, descobri que a fera não era tão fera assim. Tinha um coração enorme de bondade. Quanto ao João Sem Medo, onde fora arrumar tanto medo de água?
Sofia, Sofia…muito hilária e…desastrada.

Foram tantos…quisera poder lembrar de todos…mas, de alguma forma, sei que essas muitas histórias que me foram contadas estão incorporadas em uma grande porção de mim mesma.
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março 14th, 2010 at 19:50
Olá, Vivi!
Mas que linda resenha! Adorei!
É engraçado como percebemos que todas nós temos tantas coisas em comum, não é verdade?
Beijos,
Náh
p.s.: Já postei o link da sua resenha no blog… Passa lá depois!
março 14th, 2010 at 20:32
Que lindo o post, Vivi.. amei!
março 14th, 2010 at 23:28
Que lindo post amiga!
Adorei saber suas primeiras leituras…
Da listinha nunca li a Poliana moça…somente o 1º livro. Como vc o livro me marcou muito tb!
beijossss
Lili
março 16th, 2010 at 15:49
Oi, Vivi
Pq não consigo colocar o RG na minha lista de blogs?? Tentei um monte de vezes mas não dá certo…bjs