set
21

Considerado “excepcional” pelo Booklist e “muito divertido” pelo Washington Post, O chá do amor é um romance sedutor, que nos leva a uma viagem pelas agitadas ruas de Londres e Nova York do fim do século XIX. Falta um ano para que o jovem casal de namorados, Fiona e Joe, realize seu grande sonho: casar e abrir a própria loja de chá. Depois de tantos anos economizando cada centavo, tudo indica que, finalmente, estão próximos do final feliz. Mas o que parecia pouco tempo se transforma em uma eternidade quando uma série de trágicos e dolorosos acontecimentos se interpõe na vida dos dois, e eles se distanciam cada vez mais um do outro. Fiona se vê obrigada a viajar para a América, o que considerava a sua maior aventura. Mal sabia ela que não há aventura maior que o amor...

O chá do amor conta a história de Fiona, uma jovem ingênua e sonhadora de 17 anos, e de seu namorado, também amigo de infância, Joe Bristow. Fiona é operária de uma fábrica de chá e Joe, um feirante. Ambos têm o sonho conjunto de abrir uma casa de chá muito especial. E de xelins em xelins depositados em uma lata de chocolates, lentamente vão se aproximando do tão sonhado objetivo. Porém, ambos não contavam com os percalços que culminariam no adiamento do sonho a dois. O amor que tinham um pelo outro seria forte o bastante para mantê-los unidos? Ou a distância trataria de afastá-los de vez?

Esse belo romance eu recomendo e faço questão de acrescentar cinco estrelas! Livro desenhado ao meu gosto onde o ritmo da narrativa muito ágil e dinâmico me manteve ligada do início ao fim. Uma leitura envolvente e refrescante. Sabe aquele clima emocionante de folhetim em que se eleva a expectativa do telespectador ao ápice? O chá do amor é bem esse clima.

Sim, o fato de ter me apaixonado não indica que economizei a ira. Nem um pouquinho. Quantas vezes me peguei pensando “Se a Fiona e o Joe se desencontrarem mais uma vez, eu desisto!” Promessa vã uma vez que desenvolvi uma intimidade radical com os personagens. Aliás, um elenco de personagens inesquecíveis.

Particularmente, admirei-me da composição multidimensional conferida aos personagens. Fazia com que eles se tornassem autênticos aos meus olhos. Foi muito bom acompanhar a transição sofrida de Fiona. De uma jovem ingênua para uma mulher bem sucedida com uma acurada visão de negócios, porém com um coração sempre leal às suas raízes. Joe também não esteve imune as oscilações da vida. Sofreu tremendamente pelas escolhas infelizes que fez, mas tornou-se um empreendedor de sucesso, porém culpado por ter dado um rumo à vida totalmente adverso ao que desejara. Os demais personagens são, em sua maioria, cheios de vida, dor, alegria, tristeza e realidade.

Vale dizer que a escrita de Donnelly é tão natural e ao mesmo tempo tão rica; capaz de despejar conflitos e tensões em uma linguagem simples, doce e vívida. Apesar do enredo previsível às vezes, é possível perceber que a autora tem estilo próprio.

Em tempo: amo descobrir novos autores; sinto-me melhor ainda quando encontro autores cujas almas se fazem presentes em cada detalhe da história. Jennifer Donnelly levou dez anos para escrever seu primeiro livro: O chá do amor. Para se ter uma idéia ela imergiu de corpo e alma no distrito miserável de Whitechapel em Londres (local onde ocorreram os assassinatos em série cometidos por Jack o Estripador). Donnely caiu de amores pelo lugar de onde pôde extrair inspiração das imagens, sons e impressões do ambiente para escrever o Chá do amor. Tamanha identificação com Whitechapel levou-a dizer que se tivesse tido uma vida anterior, certamente não teria sido uma rainha, mas sim uma moradora de favela! Curiosidades a parte, o resultado do tempo bem empregado torna visível o esforço apaixonado da autora.

Paixão essa que comunicou e me conquistou de cara. Logo me vi em uma catarata de emoções onde tudo era muito apreciável desde os mínimos detalhes. Detalhes tratados como se fossem grandezas maiores e que me faziam querer chorar em várias passagens do livro. A quem interessar: o melhor livro do gênero que li esse ano.

Ah, e se você quiser saber o papel determinante que Jack o Estripador desempenha na história, sugiro que faça a leitura agora porque eu mordo a língua, mas não conto.

Para os que gostam de reviravoltas, encontros e desencontros, mistério, vingança, elegância e humor, vá atrás do seu exemplar agora! Sim, porque o livro é tudo de bom e mais um pouco. Um absurdo de bom!

O final da história não deixa dúvidas: o lance vem em série, então, vá montando sua estratégia para manter a paciência durante o efeito sequência. O próximo livro chama-se The winter rose. E aí tem-se a pergunta: o livro é com quem, com quem? Móoorra de curiosidade! Não posso contar sob pena de estragar a surpresa revelada no Chá do amor.
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7 Responses
  1. Lilian disse:

    Puxa, me interessei! E pela capa, eu não dava nada pelo livro.
    Pena que os preços da Editora Essência são tão altos… :/

  2. Fernanda disse:

    Hey, Vivi, bom te ver de volta! :)

    ~> E esse livro parece ser maaaaara! Bem o tipo de coisa que eu gosto… ele já estava na lista, mas agora foi para o topo!

    Só desanima um poquinho saber que é série.. dá sempre aquele medo de gostar da história e não lançarem os outros livros, deixando a gente a ver navios.. :/

    Mas acho que esse vale a pena arriscar! ;)

    Beijos!

  3. Débora Lauton disse:

    Oi Vivi…

    Tava realmente com saudade…
    Adorei a resenha, achei a capa linda, mas nunca imaginei uma história como essa…
    Vou colocá-lo em minha listinha…

    beijos,
    Dé…

  4. Fernanda disse:

    ~> Tem um selinho pra vc no meu blog.. ;)

    Beijos!

  5. Jeanne Rodrigues disse:

    Vivi,

    Tenho que ler…

    Tem selinho pra vc..

    Bjos,

    http://romancesrosaseespinhos.blogspot.com/

  6. erika klerk disse:

    AMEI! Chorei em varios momentos, me tocou no fundo do meu coração.quem não leu, leia pois com certeza não irá se arrempender.

  7. noemi disse:

    nossa eu gosto muito do creousculo e amei o novo lua nova
    gostei muito mesmo

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