Elza é a heroína que não chegou a ser, a anti-heroína que não chegou a ser. Você entende? Um personagem sem narrativa, uma peça de formato grotesco. Impossível encaixar Elza em qualquer tabuleiro: nem à direita nem à esquerda, nem em cima nem embaixo. Não era para ela estar ali. Elza só nos resta lamentar, como um acidente. Sua morte não oferece possibilidade de redenção, é uma morte torpe. Elza morreu como uma cadelinha por engano, por esporte, por despeito, por nada. Ninguém a vingou, a própria idéia de vinga-la é inconcebível. Vingar como? Toda vingança histórica é um epílogo, um grand finale que nos obriga a reescrever a narrativa pregressa a partir desse cabo, transformando injustiça em justiça, caos, em ordem. Como fazer isso com Elza? Em que história ela ficaria confortável? Em que história, me diz?
Elza, A Garota é uma narrativa original, inventiva e com altas doses de esforço imaginativo. Um tipo de romance difícil de definir em razão da característica acentuada de “docudrama” que o texto apresenta. Seria um romance híbrido? Um romance-verdade? Um romance histórico? È melhor deixá-lo ser um romance por si só sem a necessidade de outros rótulos para acompanhá-lo. Na verdade, tem-se a combinação perfeita entre literatura e jornalismo como que a evidenciar a linha tênue entre realidade e ficção. Sábia decisão de Sérgio Rodrigues que, visualizando matéria-prima rica o bastante para um romance, evitou reduzi-lo a um trabalho não ficcional. Com isso, ganha o leitor ao ter em mãos um romance com substância suficiente para ser analítico e ao mesmo tempo apaixonado. È um livro cuja narrativa é muito diferente do que já li; com a contextura de thriller, suspense, história trazendo também à luz os pequenos ardis da paixão, elementos do nosso tão apreciado universo literário romanesco.
Mesmo desconhecendo por completo a história de Elza, não pus resistência a oportunidade de conhecê-la por intermédio do livro. Afinal, a pouca repercussão histórica de quem foi Elza não anula a importância da vida dessa menina que, vivendo tão pouco (supostamente 16 anos!), é tão abundante para explicar acerca de quem somos nós, brasileiros, hoje.
Saiba mais dessa história clicando no link a seguir:
















Imagino que essa leitura seja mesmo instigante. Faz MUITO tempo mesmo que não leio nada nacional…
Bom ver vc de volta!
Beijos!
Oi querida…
Que bom ver uma nova postagem sua…
Esse romance parece ser mesmo interessante, esse período da história é sempre envolvente…
Gostei da dica…
beijos,
Dé…
oi amiga…
não conhecia essa história, mas gostei tanto do post que me interessei…
BJ
Deixei um selinho de presente para vc…passa lá para buscar…super beijo
Lilian, Saudades! Vou fazer uma visitinha para a gente bater um plá.
Dé, querida, estou com muitas saudades de ver suas dicas. Tô indo lá.
Renata, amiga, obrigada e estou curiosa sobre o selinho. Vou lá ver!!!
Beijocas
oi vivi eu queria perguntar se o segundo livro da série outlander é bom como o primeiro , pq jah estou quase na metade mais não to achando bom como o primeiro …. mais naum vou desistir de lê mais queria um opinião para me animar mais ……..
O pouco que sei sobre Elza foi o que li em 'Olga'… fiquei curiosa sobre esse livro, uma boa pedida para literatura nacional.
Beijos!
vivi lindaa
que saudade de vc no meu cantinhoo =/
e o cadeskine?a qtas anda?
beeeijos
Oi Vivi,
que saudade de um texto seu!!
Pois tb quero conhecer Elza. Parece-me uma história arrebatadora.
bjs
Driza
Ludmilla, passei no seu blog e mandei uma opinião super suspeita sobre Libélula no Âmbar…hehehe
Fê, eu não li Olga ainda. Sempre tive vontade de fazê-lo. Quem sabe não é agora a hora? Assisti o filme e gostei.
Paulinha, minha flor, saudades recíprocas. Vou postar a atualização do cadeskine ainda essa semana.
Driza, amiga, a história é muito interessante e nos revela muito desse período "oculto" da história brasileira.
Beijins