Nas sombras da noite, em Caldwell (Nova York), desenrola-se uma silenciosa e cruel guerra entre os vampiros e seus algozes. E existe uma irmandade secreta de seis vampiros guerreiros, os defensores de toda sua raça. Nenhum deles deseja aniquilar seus inimigos com tanta fúria quanto Wrath, o campeão da Irmandade da Adaga Negra…
Wrath, o vampiro de raça mais pura dos que ainda povoam a terra, tem uma dívida pendente com os que, há séculos, mataram seus pais. Quando um de seus mais fiéis guerreiros é morto, deixando órfã a uma moça mestiça (meio humano, meio vampira), ignorante de sua herança e seu destino, não resta alternativa que não arrastar bela jovem ao mundo dos vampiros.
Traída pela debilidade de seu corpo, Beth Randall se vê impotente para resistir os avanços desse desconhecido, incrivelmente atraente, que a visita cada noite, envolto nas sombras. Suas histórias sobre a Irmandade a aterrorizam e a fascinam… e seu simples toque faz com que se acenda a faísca de um fogo que pode acabar consumindo aos dois.
De bate-pronto fiquei chocada com a figura dos vampiros da irmandade. Quantos machos de aparência e aparição escandalizantes num só lugar! Foi uma surpresa também deparar-me com seus excêntricos nomes. Afinal, existe uma correlação estrita entre seus nomes e seus temperamentos. Preste atenção Wrath (Ira), Rhage (raiva), Phury (Fúria), Zsadist (sádico), Tohrment (tormento), Vishous (Vício). Hmmm…será que me esqueci de alguém? Enfim, elenquei-os só para aludir a escolha dos nomes feita pela autora. Ela mata com uma só cajadada o esforço de descrever seus perfis, né? Boa jogada ainda que tal coleção de nomes me remeta a reunião daqueles tipos estranhos que integram uma banda de rock…hehehe
Surpresa maior me veio da constatação de que o pessoal da irmandade não são apenas os vampiros da tradição lendária que comumente conhecemos. Não, os personagens vampíricos são desenhados com contornos multidimensionais. Podem ser implacáveis e justos, combalidos e fortes, destemidos e perturbados, e tantas outras características intrigantes que são seus pontos fortes. Claro, todos levam consigo a máscara maquiavélica peculiar às suas condições vampíricas, no entanto, em latência (não li os outros livros da sequência, mas é o que se supõe) a capacidade para amar está também presente.
A irmandade é o toque de mestre da trama. Não é a toa que a irmandade reunida (desculpe-me a redundância) foi responsável pelas melhores passagens da história. O que é a Irmandade da Adaga Negra? È uma espécie liga da justiça vampírica composta pelos seis magníficos citados acima. Todos eles detêm poderes especiais que os ajudam a enfrentar perigos inimagináveis com o fim de manterem-se vivos e também aos seus. Sob a liderança de Wrath, suas forças são invencíveis, sempre prontas para a ação no melhor ritmo velozes e furiosos.
Detalhe: Os vampiros, apesar de uma pá de milênios de anos que levam nas costas, são moderníssimos. Curtem rap, carros velozes, roupas de grife e manejam armas de última geração.
Além de tudo o que citei, tem o humor sarcástico presente e a ação sempre rápida a tirar-nos o fôlego. Há também subtramas paralelas como o romance entre um policial e uma vampira, Butch e Marissa. Aliás, adorei os dois e achei um charme à maneira como se apaixonaram. Ambos despreparados para lidar com a situação, mas honestos um para com o outro. Eu que pensei que Marissa seria uma injustiçada na história, fiquei feliz com os encaminhamentos dispensados à personagem.
Uma amiga querida relatou-me ter uma cisma com Wrath pelo tratamento dispensado a Marissa, ao que eu respondi que ele não podia levar a culpa por não amá-la mesmo que ela tivesse sido a fonte de energia vital na qual ele se renovava, fonte a qual lhe dava condições para ser o Wraht forte que todos esperavam que fosse.
Minha amiga, então, levantou o debate: Uma vez que essa era a única condição de vida para Marissa, ele não podida ter feito isso com ela. È uma espécie de traição da parte dele.
E eu fiquei pensando….de fato, acho que o rechaço não intencional de Wrath, serviu para Marissa como uma espécie de Morte. Um vazio enorme pois, sua perspectiva de vida vampírica após ser desprezada, era nula, sem vislumbre de outras possibilidades. E quando surge ante seus olhos a perspectiva Butch , é como sendo o sopro de vida que lhe faltava: O marco de seu renascimento. E por isso, achei o romance entre os dois ainda mais bonito. E temos, então, uma mensagem entrelinhada de que na cultura vampírica também existe a possibilidade da quebra de tradições.
Agora eu vou falar da minha cisma com relação a Wrath. Vou te contar, não simpatizei muito com seu machismo acentuado por seu caráter sombrio e carrancudo. Todas as células do meu corpo entram em combate a menor iminência de machismo. E, desde já, acho que Wrath não vai ser meu predileto. Eu que pensei que os macho-alfas estavam se aposentando….rs Brincadeirinha, depois Wrath demonstrou não estar engessado em nenhum tipo de rótulo ou comportamento. E o lado inseguro dele, mostrou o reverso de seu lado rei, e ele se humanizou mais frente aos meus olhos, se é que se tratando de um vampiro, isso seja possível.
Bem, resta falar sobre o romance principal. O início do relacionamento entre Wrath e Beth é bombástico. Aquele lance erótico que vai do cheiro ao toque, o impulso impossível de refrear que desencadeia a primeira noite apaixonada entre os dois foi…bombástico. Depois do sexo bombástico, a medida que se conhecem, ambos descobrem-se in Love descortinando todo lado terno e permanente do amor a toda a prova.
Pergunta que não calar: Que história é essa de Lessers cheirando a talco de bebês? Não entendi a piada. Alguém?
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junho 1st, 2009 at 23:45
Então, eu tenho reservas com essa série sempre tão comentada e louvada.
Não sei de onde vem esse sentimento, mas ele existe, o que se vai fazer…
Sigo só espreitando e adorando as opiniões inflamadas!
bjs
Driza
junho 2nd, 2009 at 0:35
Oi Vivi, comecei a ler O Amante Escuro mas dei uma empacada! Mas não vou desistir não!! Vou retomar o mais rápido possível…
Como vc tb achei o Wrath muito machão para o meu gosto…
Acabei de ler Morto até o Anoitecer. Gostei muito e vou continuar lendo os ebooks da série… Será que fui fisgada com o tema vampirismo?? Ainda estou procurando meu vampiro favorito rsrs
God!! Preciso ler outros livros affffff
Bjssss
Lili
junho 2nd, 2009 at 0:48
Oi Vivi…
Adorei seu comentário e estou curiosa pra ler essa série, ultimamente já li tantos livros de vampiro, que daqui a pouco começo a acreditar que eles realmente existem…rsrs
beijos…
Dé…
junho 2nd, 2009 at 21:37
Vivi,
Adorei o post…
Vc como sempre arrasou…
Qto ao W, ele não é meu vampiro favorito.
Tbm nao gostei de como ele deixou a Marissa.
Fiquei sofrendo com ela, o romance dela com o B é no 4º livro.
Nao deixo de recomendar essa série sempre…Amoooo !!!!!!
Bjos
junho 3rd, 2009 at 2:44
Vivi,
Acabou se rendendo depois de um pouco de pressão? rsrsrsrs
Engraçado, nunca achei o Wrath machista. Possessivo, teimoso, difícil de enxergar o que estava claro como cristal – isso eu sempre pensei sobre ele, mas machista, não, afinal ele se rende à Beth e a respeita e sempre quer o melhor para ela.
E eu simplesmente o adoro rsrsrsrsrs.
bjs
Regina
junho 4th, 2009 at 21:44
Driza, amiga, siga o seu coração. Cada leitura tem o seu momento ou não.
Lili, tomara que você termine. Quero saber sua opinião.
Dé, essa mania ou vai fazer com que enjoemos da temática ou seremos vampirizadas pelo tema de vez…hehehe
Sério, Jê, que tem um livro para os dois? Sinal de que se destacaram perante os fãs, né? Vou dar um jeito de chegar lá rápido. Brigada!
Rê, quanto honra seu comentário nesse post. Você é a especialista. Então, Rê, ele tem um aproach machista, e disfarçava com autoritarismo seus ímpetos de proteção. No final, passei a compreendê-lo mais.
Beijos a todas!
junho 5th, 2009 at 0:56
Meu Deus!! Eu sou a pessoa mais importante desse Post..ninguém me avisa??? risos..O Rei What segundo???risos….
Flor obrigada pelo carinho.
Sei que fiquei no seu pé até você ler o primeiro livro.
Quem resiste a um guerreiro desses??
DESCRIÇÃO: Wrath é 2.10 metros de puro terror vestido de couro. Seu cabelo é comprido e negro,Cobre os olhos com os óculos de sol, ninguém os viu.Os ombros são o dobro de tamanho que os da maioria dos machos. Um rosto aristocrático e brutal, faz-lhe parecer o rei que é por direito de nascimento e o soldado em que lhe converteu o destino.
Carinho eu espero que vc continue lendo a série..vc não vai se arrepender. Esse mundo da J.R é maravilhoso.
Concordo com a Re nunca achei o Wrath machista. Possessivo,
Eu não gosto da Marissa,sempre achei ela frágil demais para o Wrath..ele tbm pensava assim.risos.
Espero comentar mais sobre a A Irmandade…
Nossa escrevi uma carta.
bjs Obrigada…pelo Post.
Flor agora o RG ficou perfeito.
Karyne
junho 5th, 2009 at 23:28
Karyne, amore mio
Adorei seu coment. Adoro seu ânimo estimulante. já vou seguir para o dois…aguarde!
Beijos
junho 7th, 2009 at 2:20
Oi Vivi!
A Karyne consegui te convencer a ler a Irmandade? Ela é uma persistente impossível quando se trata desses Guerreiros!!!
Karyne!!
Carinho!!
Bella do ZZZZZZ (risos)
Também adorei teu comentário! Tu és uma fã incondicional da Irmandade! E o principal, nos deixa com aquela vontade irresistível de ler!
Gurias, se querem conhecer mais e conversar sobre esses Guerreiros ma-ra-vi-lho-sos, chamem a dona Kary! Com certeza, ela é umas das autoridades nesse assunto!
Beijão