Essa é a figura-tipo do herói incontáveis vezes retratada nos romances. Simplesmente, porque dá certo e encontra correspondência em nossas expectativas. That’s all! E é por isso que eu adoro a cultura de massa.
Então, A dama e o cavaleiro de Christina Dodd brinca com o contexto imaginário do herói, expondo também a outra face da moeda. O herói é valente e também sensível. Vejamos Sir David de Radcliff. Um legendário cavaleiro vivendo a sua corrida da má sorte. Of course, os heróis também fracassam. Mas, quem quer saber de suas derrotas? Vencer sempre e toda vez é uma carga a ser levada para o resto da vida. Ser viril indica, acima de tudo, sastifazer necessidades sexuais, de provisão, de proteção, de combate e etc. E para Sir David de Radcliff, um astro em declínio no horizonte in persona, essas obrigações se traduzirão em esforços hercúleos.
Na verdade, sempre tive uma quedinha pelos heróis sensíveis, torturados e com a sorte um tanto quanto combalida. (Quem não balbuciou até mesmo mentalmente um certo Jamie Fraser?). Um herói assim exerce um apelo acentuado em mim.
E, sendo assim, temos Sir David, o campeão do Rei. Um mito. Uma lenda. O melhor cavaleiro de todos os tempos… em decadência. Nessas condições que, Lady Alisoun, senhora de George Cross, sem o saber, o contrata para proteger a sua propriedade e todos os que lá residem.
A princípio, mesmo sabendo-se velho para batalhas, David aceita o emprego por não vê motivos que o levem a demonstrar suas habilidades superestimadas de guerreiro. No entanto, quando percebe que deve defender Alisoun e seus protegidos para valer, Sir David, o nobre modesto e de fulgor passional, deve enfrentar seus medos e encarar suas contradições pela necessidade de provar a si mesmo que a superação é possível. Bem, esse era o empurrão que lhe faltava para sair da zona de autocomiseração em que se encontrava.
Afora lidar com arquiinimigos e rivais invisíveis, sir David enfrenta a maior de suas batalhas que é conquistar a fria Alisoun. E a moça, com uma mentalidade independente e avançada para época, é uma matrona, viúva virgem e carrega no peito um coração aparentemente em couraças. Para desbravar o coração de Alisoun, Sir David fará escolhas que nunca pensou que as aventaria e precisará amargar o dissabor de ser alvo de chacotas por não vencer até um guerreiro amador.
E o que sustenta a trama é a espera para ver quando e como Sir David se desvencilhará de sua própria armadilha da virilidade associada à violência num mundo no qual as conquistas extraordinárias são supervalorizadas.
Mas de algum modo, Alisoun está ali na história para mostrar que ele é capaz. E a redenção sempre vem com a volta por cima. Of course! He,he,he,he…
Em suma, o melhor da história é Sir David. Da Alisoun eu tinha uma certa preguicinha porque a obviedade da mulher travada veio com uma carga exagerada sobre ela. O que não dava chama para o romance entre os dois. E a barreira era ela, sinto dizer. Por outro lado, impossível não notar que Alisoun não entrou nessa história para agradar Sir David ou qualquer homem que seja. Ela é suficientemente independente para dispender esforços em mimá-los e atender às suas expectativas.
Por tudo isso, considero A dama e o cavaleiro um bom romance, com um frescor único, porém, sem o mesmo alcance de diversão e prazer que A princesa raptada gerou em mim.
















Este romance para ser interessante.No entanto, embora ainda não tenha lido “A Princesa Raptada”, esta parece ser melhor. Mas só depois de ler é que posso fazer uma boa comparação.
A propósito, adoro o teu blog! Continua assim!
Vics, amiga! Adorei o texto…e encomendei meu livro. Adorei saber das novidades, sua sapeca inventalhona…rs
Léia
Vivi,
adorei seu texto (como diria a própria Vivi: of course. Acrescento: forever).
E a história tb me parece muito bacana.
bjs
Driza