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Criada em meio ao luxo e à riqueza, Marianne Johnston nunca questionou a vida protegida e segura que levava na fazenda de seu pai, até que, numa tomada de consciência, ela se associou a um movimento clandestino e passou a viver uma perigosa vida dupla, ajudando escravos a fugir à noite e comportando-se como uma dama da sociedade durante o dia. Nada, porém, era mais arriscado do que a atração que sentia pelo implacável e charmoso Yves Chamard, enquanto era cortejada pelo irmão dele. Tudo o que restava a Marianne era tentar desesperadamente resistir à sedução de Yves, sabendo que ceder àquela paixão poderia lhe custar caro demais.

Ao ler a sinopse, fiquei louca para ler esse livro. Afinal, o passado histórico da guerra civil exerce o fascínio sobre mim desde as módicas milhares de vezes que assisti ao E o vento levou. A sociedade sulista da época e o tratamento destinado aos escravos despertam meu interesse. E, de fato, pode-se apreender por intermédio dos diálogos e comportamentos dos personagens a visão ideológica da sociedade daquela época. O que me deixou também encantada foi a constatação de que a questão da escravidão não aparece no livro como mero pano de fundo para o romance entre Marianna e Yves. Tudo se dá em contexto amplo talvez até como um esforço de justiça e respeito por parte da autora à dor que o regime escravocata impunha. De modo que não se vê o romance entre o casal dissociado dos fatos ali inseridos.

Marianna e Yves lutam pelo mesmo ideal, ambos são contrários à escravidão como modelo econômico dos sulistas. A cumplicidade de ambos confere um charme especial à história. Porque tanto Marianne quanto Yves arriscam-se para libertar os escravos na calada da noite. Em uma época em que manifestar-se a favor dos negros era considerado crime, imagine a coragem, a ética e a honradez de Marianne e Yves num zoom bem amplo. Imaginou? A vida dupla que ambos têm que levar para banir a possibilidade de serem pegos com a boca na botija é a melhor parte do livro. Tinha um dó do Yves que, muitas vezes cansado dos esforços que suas aventuras de salvador clandestino exigiam de sua energia, nem podia dormir de dia para não despertar suspeitas.

No ínicio, Marianne detestava Yves. Julgava-o desinteressado da situação penosamente difícil dos escravos. Tolinha! Mal sabia que Yves era quem os libertava sendo reputado como o famoso “Pastor”. Não é um charme isso? Adoro livros assim em que a mocinha, do alto de seus preconceitos bobos, antipatiza com o mocinho e vice-versa. Contudo, Marianne, com o tempo, questiona a vida cor de rosa que leva e, entra em um processo bonito de descobrir-se a si mesma. Com relação a Yves, aprende a escutar aquilo que a aparência não diz e só o coração é hábil para dizer. “Ele é o cara. O homem da sua vida. O seu par perfeito”.

Uma salva de palmas nessa hora!

Outro ponto atrativo que o romance apresenta são os personagens secundários. Todas as subtramas têm um peso relativamente considerável para o enredo. Apaixonei-me por Gabriel e Simone. Ele, negro, meio-irmão de Yves; e ela, uma flor da sociedade como Marianne. Somou? Resultado? Igual à amor proibido. Mas, a despeito de qualquer regra, prometem-se em casamento e, no meio dos preparativos, surgem vários obstáculos para separá-los. Tive que me conter para extravasar a conta-gotas meu desespero por Gabe.

Fiquei ansiosa para saber o desfecho dado a Pearl e Luke, escravos do pai de Marianne. Uma linda história de amor também a deles. Pearl acredita que dando a Luke um filho, ele rechaçará a idéia da liberdade e adiará seus planos de fuga. Luke quer ser cidadão para erguer com orgulho a fronte de sua dignididade como o homem de verdade que é. Não um objeto. E muito coisa também acontece para separar esse amor.

O resumo da ópera é que meu apetite é insaciável e eu quero ler uma janela para o amor, o primeiro livro dessa saga sulista.

Leo Pomponio, adorei e que a NC continue editando livros assim! Esse faz parte da coleção Bestseller, nº 120.

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5 Responses
  1. Tonks71 disse:

    Adorei seu comentário.
    Aff! Mais um para minha pilha de leitura. rsrsrs

    bjos

  2. Janna disse:

    Oi tem um desafio para vc no meu Blog

  3. Alyson disse:

    I have read The Time Traveler’s Wife. It’s one of my favorite books, next to Outlander. :D ‘m also excited for the movie… but, it’s not supposed to be released for almost another year. :(

  4. Driza disse:

    Então além do conteúdo do livro ainda temos 3 casais cativantes?
    Tá pra mim, do jeito que eu gosto…

    bjs

    Driza

  5. meus instantes e momentos disse:

    muito bom teu blog. Gostei daqui.
    Maurizio

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