È 1944. O Capitão James Gould chega a Nápoles a tempo de, conforme sua atribuição de oficial de casamento, desencorajar os casamentos entre os soldados ingleses e as belíssimas italianas. O inocente e jovem oficial poderia lograr êxito se não fosse a distração personificada em uma bela viúva que entra em sua vida literalmente pela porta da cozinha. Lívia Pertini, a nova chef de cozinha dos oficiais aliados, cria banquetes capazes de aturdir os sentidos: tomates San Marzano suculentos de cor rubi, anchovas brilhantes e apetitosas batatas incrustradas na terra preta e vulcânica de Campânia. Irresistivelmente seduzido pela personalidade forte de Livia, James está prestes a aprender que seu coração está acima do dever. E que mesmo em tempo de guerra, os sabores ardidos da paixão podem ser tão festivos quanto o banquete da própria vida.
Capella tem uma visão particular e doce do amor. Em suas histórias, os personagens masculinos são os que se enternecem, os que se entregam mais passionalmente à relação. No caso de The wedding Officer, James Gould rompe com as imposições sociais para viver seu grande amor. Dedica a Lívia um amor íntegro, puro e crescente ao ponto de arriscar sua carreira para vivê-lo integralmente. Lindo mesmo de se ver!
Igualmente, no que tange ao período da guerra, destaco sensibilidade com que Capella expõe a condição feminina. No livro tem-se retratada a sujeição das mulheres à prostituição forçada com o fim digno da sobrevivência. Tal fato exerce fundamental importância na trama pois, é onde conflito se estabelece: o amor é capaz de tolerar o que, por princípios morais, é marcado pela mancha da infâmia? Essa passagem e outras como as das mulheres sifilíticas usadas como armas de guerra contra tropa inimiga são baseadas em fatos históricos. Vale a pena conhecer esse cruel cenário abordado no livro pois, a mim pareceu-me uma resposta humanitária às necessidades psicossociais das mulheres submetidas à violência sexual em situações de conflito.
Li no site do autor que The wedding officer virará filme pela New Line. O que não me espanta, pois a versão literária é completamente talhada para a telona. È fácil discernir o porquê. Primeiro: pela temática situada no período da Segunda Guerra Mundial. Segundo: A boa descrição da Itália (Nápoles) transporta o leitor direto para a cena. Terceiro: os personagens, inclusive os secundários, são apaixonantes. Devo acrescentar: não só por isso. O autor dosa de maneira apropriada as passagens trágicas e as humoradas. Aliás, humor é a assinatura de Capella. Em uma obra cinematrográfica, tais ingredientes são supervalorizados. Ou será que disse bobaginhas?
Com relação ao final, algumas falhazinhas se apresentaram tornando o desfecho pouco crível, a meu ver. Mas, pesando prós e contras, esse fator não compromete a qualidade do romance. Afinal, The wedding officer vale uma leitura sem compromissos outros que não seja a diversão.
















Ótimo comentário soobre o liivro.
Deu ateh vontade de leer… pena que naum tenha traduzido para o português neeh? Mas espero q o filme lance aqui no Brasil!
Beijinhooos ;*
Oi Vivi!
Seu blog tá cada dia melhor!
Adoro suas dicas!
Depois quando puder por favor passa lá no “Canto”, tem um meme pra vc!
Bjs!
Oi, Garota viajante
Eu aposto que se o filme for um sucesso, eles traduzirão o livro. Vamos aguardar!
Beijos