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nov
20

Sinopse: Chamam-no de muitos nomes. Anjo, certamente, não é um deles. Sebastian Ballister, o notório Marquês de Dain, é conhecido por sua maldade, sua grande estatura e sua natureza perigosa. Nenhuma mulher respeitável quereria ter quaisquer relação com a “Ruína e Perdição dos Ballisters”. Mas, ele também não quer ter nenhuma relação com a respeitabilidade. Sua obsessão é atuar no que faz de melhor: pecar e pecar. Tudo vai bem, obrigado…até o dia em que, pela porta de uma loja, entra Jessica Trent. Ela é muito inteligente para se apaixonar pelo pior homem do mundo. Jovem e determinada tudo o quer é retirar o irmão do caminho da perdição, não importando quanto custe. Se salvá-lo e, com ele, o futuro de sua família significa ir ter com o diabo, ela não hesitará. O problema é que o diabo, em questão, é irresistível de modo que quem necessitará de resgate é ela mesma!

Lord of scoundrels, ou o lorde das patifarias, de Loretta Chase tornou-se mais conhecido aqui em sua tradução espanhola Abandonada a tu caricias. O romance é uma revisita ao conto de fadas A Bela e a Fera. A autora pegou os elementos dessa história universal acrescentando-lhe um novo vigor.


Nessa versão, a Bela da vez é Jess. Não tão cordata como a antecessora do conto. Pelo contrário, é arguta, de língua ferina e boa de tiro. Lorde Dain, a Fera, é menos fera em suas entranhas do que sua aparência monstruosa faz crer. O romance é um embate de gênios fortes. Dain do lado de lá, quer manter sua biografia de patifaria. Jess, do lado de cá, quer mostrar-lhe o seu interior bondoso. Sim, Dain encobre o tema de fundo de sua história de abandono, medos e receios extravasando ódio e revolta. Jessica, munida de uma artilharia pesada, se envolve na operação de guerra que é laçar o lorde canalha. Enfim, é um cabo de guerra que já se sabe o ganhador (ou ganhadores).

Lord of Scoundrel foi bastante recomendado nos círculos de leitura. Sinto-me grata por algumas vozes que me incutiram de motivação suficiente para lê-lo: Gis, Jê e Driza. A leitura é fluente. Mesmo. O romance é agradável principalmente pela qualidade humorística que imprime. Outro ponto que referencia a qualidade do romance, são as cenas àcidas para um romance histórico, como as passagens em que Jess atira em Dain e o primeiro beijo contraposto a boa moral e aos bons costumes da época. Memoráveis.

No entanto, sinceramente esperei mais. Tenho minhas reservas em relação à construção de Dain. A excessiva auto-referência do monstro incomodou. Se suas atitudes e aparência exprimiam isso, não havia a necessidade de tal palavra sair da boca do personagem. Transmitiu-me a impressão de autoindulgência e egocentrismo e culminou por angariar um pouquinho de minha antipatia. E remeto o sucesso da história mais a Jess e ao estilo de escrita da autora. Aliás, lindinha a maneira peculiar como Jess o via, não?

A alta expectativa gruda-se a um livro que enverga nada mais, nada menos do que o título do melhor livro de romance de 2007 desbancando 99 romances, dentre eles, A Viajante do tempo da Diana Gabaldon e Whitney, meu amor da Judith Mcnaught. (Top 100 Romances Poll) Eu discordo. Antes dele, posso citar bem uns dez livros.
Nem por isso, deixo de recomendá-lo. Boa leitura!
nov
02

Já existe um roteiro adaptado de Outlander para a telona. Eu acompanharei a novela, é claro, e fofocarei tudo aqui. O roteirista é Randall Wallace (O mesmo de Fomos heróis, O homem da máscara de ferro, Coração valente e Pearl Harbor). A Essencial Pictures que desenvolverá os projetos está a procura do diretor(Quem será? Quem será?). A franquia já parece ser um sucesso anunciado. E fica a pergunta: será que a película conseguirá traduzir com êxito toda a ação, romance e historicidade contidas em seu original?



Eu torço para não ficar com um travo amargo na boca.



Ah!!! Eis a fonte.



E quem encenará Jamie, nosso intrépido Escocês?
out
16

A Tathy e a Lili, ao me avisarem tão gentimente da chegada de Os tambores de outono, abriram o precedente para minha compulsão Outlander. Eu me rendi, não resisti e, portanto, aqui estou eu visivelmente transtornada…rsrs Sendo assim então, vamos lá! Fazer o quê?


A viajante do tempo é uma narrativa incomum. Se você pensou o contrário, por favor, revise seus conceitos, rompa com a tradição e parta em busca de uma cópia desse romance fantástico.


Um aviso de antemão: essa postagem será longa. Portanto, se o tempo é parco e os afazeres são muitos, sugiro que volte em hora amena.

O primeiro livro da Série Outlander nos apresenta Claire Randall às voltas com um casamento sem quaisquer resquícios do viço do amor. Situação essa atribuída à deflagração da Segunda Guerra Mundial que obrigou a ela e seu marido, Frank Randall, a viverem separados um do outro. Frank seguiu para o Treinamento de Oficiais na Unidade de Inteligência e Claire foi encaminhada para o treinamento de enfermeiras. Com o fim da guerra, ambos se reúnem novamente e partem para uma segunda lua-de-mel em Inverness (Escócia) para recuperarem a intimidade perdida em virtude dos anos de afastamento. Nos dias que se seguem, a lua-de-mel não se parece em nada com um idílio amoroso. O período de adaptação dos cônjuges está mais propenso para uma atualização acadêmica de Frank do que para o prazer recíproco. No entanto, a tônica do “não custa nada tentar” parece reger a união de Claire e Frank.

Atentos às festividades sagradas do advento de Beltane, o festival da primavera, os mistérios pairam no ar evocando lendas que se manifestam em fenômenos inimagináveis.

Tais fenômenos sinalizam que os problemas do casamento são disparadamente pequenos se comparados à situação inusitada e mística com que Claire se depara quando adentra o domínio do centro mágico de um círculo de pedras conhecido como Craigh Na Dun ou colina das fadas. Mediante um acontecimento extraordinário e inexplicável, Claire atravessa as pedras transportando-se para o ano de 1743 onde se acha no meio de uma escaramuça violenta da época. E é aí que a história conquista o leitor de vez tornando a tentativa de desprender-se das 732 páginas do livro um evento tardio e vão.


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Porque Claire viajou no tempo? Como ela é afetada por tal evento? Só ela pode atravessar as pedras? Tais perguntas, com exceção da terceira, não são respondidas no primeiro livro. Eu, particularmente, não acho que a grande questão do livro esteja centrada no propósito da colina das pedras visto como um canal de passagem. Acho que a viagem no tempo implica, sobretudo, na indagação acerca da possibilidade de Claire alterar o curso da história. Questionamentos que ela própria se fará não sem travar um embate interno bastante conflituoso.

Mas, antes disso acontecer, ela passa por muitas circunstâncias acidentais. Sem perceber, ela se adapta aos costumes da época e tem oportunidade de conviver com Jamie Fraser no Castelo de Leoch onde é constantemente vigiada, a mando de Collum Mackenzie (tio de Jamie) sob suspeita de ser uma espiã inglesa. O problema, é que, aos olhos dos ingleses, ela também é suspeitíssima. Então, para salvar-se de ser torturada pelos ingleses, casa-se com Jamie. E assim, se instala o conflito da protagonista: voltar para o seu mundo de origem ou permanecer ao lado de um homem que se torna a cada dia mais apaixonante?

Sua vida de casada com Jamie é repleta de aventura, medos, embates bem como de um amor mais forte e incontrolável que o tempo (afinal o Jamie em si é um acontecimento, né). Diga-se de passagem, uma vida bem diversa da que tinha ao lado de Frank.

Aventura x Monotonia… Banhos gelados x Banhos quentinhos…ou seja, uma vida D.C (Depois de Jamie). Qual a sua escolha? Unidunitê, salamêminguê….rs


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E temos, é claro, um dos vilões mais odiosos de todos os tempos que rivaliza com a mocinha pelo amor do mocinho. O cara é obcecado por Jamie de uma maneira desvirtuada e sádica. Black Jack Randall. Um ancestral de Frank Randall. (Mais essa para o infortúnio da sorte de Frank, coitado). A afinidade é apenas consangüínea pois, em matéria de caráter, digamos que Frank: 10, Black Jack: 0.

Aliás, uma das passagens mais difíceis da trama ocorre por força da obsessão de Black Jack por Jamie. È de sangrar o coração!

Falando em personagens, impossível não perceber os contornos multidimensionais com que Gabaldon os pinta. Eles são cheios de camadas multicromáticas. Nunca maniqueístas. O que nos poupa dos temíveis clichês. Jamie e Claire estão sempre a nos surpreender.

Jamie, um sujeito grandalhão cujo tamanho e intensidade do coração suplanta sua estatura. Meigo, muito meigo. Capaz de soltar, sem artificialismo, frases que beiram a ingenuidade. A verdade é que Jamie nasceu livre. Talvez, seja por isso que o Black Jack lhe dedica essa compulsão desarrazoada pois nunca poderá escravizar a alma de Jamie. Quase conseguiu. Mas, havia uma Claire no meio do caminho…Voltando ao Jamie, bem, ele parece sempre englobar, em qualquer ação ( seja no seu amor por Claire e por sua família, seja em suas responsabilidades como chefe dos Fraser) uma oferta de amor e sacrifício. Em outras palavras, como o cara é passional! Em cada um de seus atos temerários me vejo gritando exclamações, murmurando dúvidas, assinalando minhas reticências mas, sempre, temendo um possível ponto final porque Jamie dá um trabalhão.

Claire é a personificação da natureza pragmática até nos cabelos. (Imagina se ela vivesse nos ditames da escova progressiva!!!) Ela é também matriarcal sem deter título algum que lhe confira o domínio de um clã. Sua fibra e força são notáveis, principalmente, quando pesamos o fato de que suas habilidades curandeiras eram tidas, na época, como uma espécie de cancro para sociedade. A despeito disso, ela não se esconde, exerce suas competências medicinais como se dispusesse de todo arsenais modernos de sua época. Sempre achei o Jamie mais passional que a Claire. Talvez seja unicamente impressão. Afinal, o que ela faz para resgatar o Jamie da morte é uma declaração de amor total ainda que notemos vestígios do fator racional de seu ser, pois tudo o que ela faz é quase sempre sob o ponto de vista prático. Enfim, uma mulher admirável que não consegue mentir nem para si mesma. E o que é melhor: não padece daquelas bobajadas aguadas de “será que ele me ama?”…


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Ao término do livro algumas questões persistem e nos instigam a procurar informações nos demais livros da série. Eles também são extensos mas, suas páginas voam a toque de caixa. Créditos merecidamente concedidos a Diana Gabaldon, nossa exímia contadora de histórias.

Série Oulander

A viajante do Tempo
A libélula no âmbar
O resgate no mar (parte 1 e parte 2)
Os tambores de outono (parte 1 e 2)
The fiery cross
A breath of snow and ashes

out
14

O quarto livro da Série Outlander ainda não está devidamente enfileirado na minha estante mas, já é item de pré-venda!!! Estão escutando os tambores de outono, daí? E o barulhinho da caixa registradora também? O precinho é uma fábula mas, faz um barulhinho bom?


Então que pague-se o preço do vício. E a notícia vem aliada à vontade de perscrutar os segredos do mundo Highlander em várias releituras.

Recentemente, reli a Viajante no tempo (primeiro livro da série). Não é primeira vez que o faço porém, uma vez mais se confirma a idéia de que os livros da série não se esgotam em si mesmos. Eles possuem uma qualidade que foge ao trivial. Para além dos ingredientes recorrentes da aventura, mistério e romance, seus recortes históricos são precisos.

E a renovação da leitura permite perceber detalhes que nos passam batidos quando do primeiro contato. Existe um quê de mistério que instiga a mente a perguntar o porquê de vários acontecimentos.

E só espero que a magia Outlander não se extinga em suas seqüências. Criatividade serena, Mrs. Gabaldon!

Voltando a Viajante do Tempo, primeiro livro da série, foi uma feliz surpresa literária em minha vida sedenta de novidade. Nunca pensei que um dia me interessaria em enredos baseados na temática viagem no tempo. A sinopse me pegou de jeito e deixei de lado minhas reservas quanto a ler uma trama que, a priori, me parecia implausível. E a surpresa veio me revelar um livro que não se baseia num romance meramente comum porque não se restringe a retratar o amor como um sentimento vago. O amor nessa história está atrelado a consciência humana, à um sentido plenamente ético.

Sempre que releio o livro, deparo-me com esse pensamento da ética do amor entendido como algo absoluto, como doação, perdão e renúncia. Quando amar é interessar-se pela felicidade do ser amado. E quantos exemplos disso podemos encontrar nessa história, não é? Ao ler o que Jamie e Claire são capazes de fazer um pelo outro, não fica nítida a diferença entre amor declarado e amor vivido?

Espero que me agüentem porque a temporada Outlander está chegando e, provavelmente, terei latim só para isso…rs

out
13
Bem, o filme já não é mais ilusão. È concreto e aí está o trailer oficial e legendado para comprovar. Aproveitem a degustação e se preparem para o dia D.


A fotografia do filme é muito bonita e parece realmente conservar a história feita pela autora. Por falar nisso, no filme Edward tocará uma canção no piano para Bella feita por Carter Burnwell (o título da música é Bella’s Lullaby). E é o próprio ator que encarna o Edward quem toca a canção. Estou curiosíssima para ver essa cena.

A soundtrack também foi divulgada. Segue a lista das músicas (reparem que na faixa 10 tem uma composição de Robert Pattison: isso mesmo, o Edward!!!)

1. Muse — Supermassive Black Hole
2. Paramore — Decode
3. The Black Ghosts — Full Moon
4. Linkin Park — Leave Out All The Rest
5. MuteMath — Spotlight (Twilight Mix)
6. Perry Farrell — Go All The Way (Into The Twilight)
7. Collective Soul — Tremble For My Beloved
8. Paramore — I Caught Myself
9. Blue Foundation — Eyes On Fire
10. Rob Pattinson — Never Think
11. Iron & Wine — Flightless Bird, American Mouth
12. Carter Burwell — Bella’s Lullaby


O novo poster do filme (estou amando o trabalho de arte desse pessoal!!):