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“Assim como os outros romances que escrevi, este é marcado por fatos históricos, mas em todos eles o que mais me atrai são os amores impossíveis e a fatalidade, fatores que unem e separam as pessoas.” Catherine Clément


1874. A jovem Sissi decide aproveitar a viagem do marido para escapar da rotina e do protocolo que a nobreza lhe impõe e se mistura entre os nobres e plebeus do império austro-húngaro que dançam ao som da valsa nos salões. Disfarçada num baile de máscaras, ela conhece o encantador Franz Taschnik, funcionário do império que tenta a todo custo saber quem é a espirituosa dama que desafia seu poder de sedução e o fascina. Sissi deixa com Franz apenas a lembrança de um beijo e o endereço para correspondência. Durante décadas, enquanto o país sofre com guerras, escândalos e pestes, os dois trocam cartas contendo poemas e confidências, alimentando uma paixão que nunca se concretiza. Em 1934, já idoso e transformado em barão, Franz descobre que a mulher amada a distância era a imperatriz Elisabeth da Áustria, que o mundo notabilizou como Sissi. A elegância da realeza e a simplicidade do amor estão presentes neste romance da filósofa francesa Catherine Clément.

O livro baseia-se numa história verídica. O encontro no Baile do Reduto em 1874 de fato aconteceu entre a Imperatriz Elizabeth da Austria e Frédérick Pacher de Theinburg. As cartas que trocaram durante anos foram documentadas e postumamente divulgadas nas biografias autorizadas da Imperatriz Sissi. As poesias que entremeiam os acontecimentos também foram extraídas das biografias da Imperatriz. A própria poetizou suas angústias e desejos. Enfim, é um romance que trata de um amor impossível, de um casal que durou no tempo do inacabado, isto é, do que poderia ter sido. Tudo devidamente contextualizado por intermédio de uma prosa correta. A quem interessar o tema, a leitura pode resultar em algum agrado. Porém uma boa documentação não salva um enredo frágil e, salvo o primeiro capítulo, contado no compasso da monotonia.


Tem se falado em uma nova versão de Sissi para os cinemas com Catherine Zeta-Jones no papel da Imperatriz. O que se ouve é que essa Sissi não será tão ingênua quanto a Sissi de Romy Schneider.


È aguardar para ver.


Category: Romance Histórico
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3 Responses
  1. Garota viajante disse:

    Oii!
    Eu adorei o blog.
    E gostei também muito do tema.
    Pena que eu não vou poder ler todos os livros que você indicar pois só sei ler em português.

    De qualquer forma virei visitar o blog seempre!

    aaah, e adicionei esse blog como um dos meus favoritos.

    Beijinhoos ;*

  2. Vivi Bastos disse:

    Olá, Garota viajante
    Fico feliz com sua visita!
    Pois é, sempre estarei indicando muitos livros legais traduzidos para nosso língua tupiniquim maravilhosa…beijos e volte sempre!

  3. Anonymous disse:

    Lí o livro de Catherine Clément sobre a imperatriz Elizabeth da Austria e achei muito grosseiro na sua abordagem.
    Por tudo que lí baseado em documentos fidedignos sobre essa figura misteriosa e fascinante que foi Sissi, a maneira como ela se refere ao relacionamento desta com o marido é por demais vulgar e não corresponde à verdade.
    O único relato fiel aos documentos foi quanto ao tal baile do Reduto

    Sônia
    Salvador/Ba

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