Kate Forster (Sandra Bullock) é uma médica solitária que morava numa casa à beira de um lago. Ela passa a trocar cartas de amor com o novo morador da residência, o arquiteto frustrado Alex (Keanu Reeves). No entanto, percebem que existe um espaço de tempo que atrapalha o “relacionamento” entre os dois. Percebendo a aura de mistério em torno da troca de cartas, eles tentam driblar esse contratempo para que, finalmente, a hora certa para que se amem chegue.
Pode o amor sobreviver ao tempo?
Eis a temática do filme: a espera. Aliás, quem leu o livro Persuasão de Jane Austen pescará (de primeira) a idéia do filme. Senão, veja a dica da Lili. O livro e a temática do breve adiamento do amor aparecem co-protagonistas do longa. Não espere ver um romance regado a beijos apaixonados e juras eternas de amor bem aos moldes a que estamos acostumados. Aqui isso não acontece. Ao invés de romance tem-se romantismo. Daqueles das antigas com direito a muitas epístolas de amor. Nos tempos modernos da comunicação arroba-pontocom, receber uma carta manuscrita de alguém desconhecido que jorra sua persona em linhas pródigas de abandono é pra lá de muiiiiiiito romântico. E funciona bem ao demontrar que os delírios quiméricos de quem ama podem ser atemporal sim. E não somente anâcronicos, conforme postulam os céticos.
No andamento do compasso “nunca te vi, sempre te amei”, Kate e Alex agarram-se à espera com a paciência de quem sabe que o amor perfeito tem lugar e hora para acontecer. Lance de almas gêmeas mesmo. Não importa se estejam em campos opostos e distantes, elas hão de se encontrar em algum tempo e lugar. E é isso mesmo. Kate e Alex não estão separados só pelo espaço. Na dimensão do tempo, eles estão separados por dois anos. Mas, no âmbito do amor, quem poderá dizer que ambos não estão no mesmo timing?
Linda a idéia do amor repassada no filme. Um conto de fadas que trata as coisas do coração com muito respeito. E a casa do lago, no fim das contas? O ponto virtual e real dos amantes. That’s all…
Vale a pena!















Vale a pena mesmo! E foi graças ao filme que li Persuasão
Bjs amiga,
Lili
É um dos meus filmes preferidos! Acho que vi quatro ou cinco vezes e ainda verei mais vezes. O engraçado é que eu não consegui entender bem na primeira vez, achei muito confuso. Ainda hoje tem coisas que eu não compreendo bem, como o cachorro… De quem era o cachorro?
Abraço
Verdadeiramente lindo.
Oi, Trevo
Ri a beça com a pergunta…rsrs
Engraçado, esse cachorro.
O que dizer desse cachorro, né?
Eu acho que é a função do cãozinho era para ser, simbolicamente, um elo de ligação entre os dois amantes. Como um portal do tempo…(I’m crazy! I know…kkk). Mas, Parecia ser um cachorro perdido. Falando sério: o mesmo cachorro presente em lapsos temporais distintos, até Einsten duvida…rsrs
Talvez serviu para dar um tom irreverante à trama. O que você acha?
Beijos