jul
22

Mais um livro da linha “Em busca do homem dos meus sonhos”. Dez (quase) amores é uma comédia romântica na melhor compreensão do termo. De fato, a comédia sobrepuja o romance.



Maria Ana é a protagonista e a narradora de sua história de amores e desamores. Como ela mesma diz: “Amores que viraram história. Histórias que viraram amores. Ou quase”.


È uma leitura que passa sem pesar, sem incomodar. Uma terapia a base de muito riso. Em cada capitulo, ela conta um “quase amor”. Cada um mais burlesco que outro. Quando você pensa que não pode rir mais , surge o espírito de “há controvérsias” para lhe mostrar o contrário. Equivale a todos os vale a pena possíveis!


Para reforçar a minha efusiva recomendação, deixo-vos com o comentário ilustre de Martha Medeiros:


“Dez (quase) amores narra os encontros e desencontros de uma legítima “mulher solteira procura”, papel que todas nós já protagonizamos um dia. È divertidíssimo. Tem tiradas impagáveis. Puro entretenimento. Um livro reconfortante para quem acha que é o único ser humano do planeta que está sem programa pro sábado. Duvido que seja seu caso, mas se for, o exemplar que você tem em mãos está aí mesmo para lhe fazer companhia”.


Aí vai um trechinho:


Luiz, este é o nome. O que faz na vida, quantos anos tem, quem é essa pessoa?


Se trabalha no shopping, deve ser vendedor em alguma loja (menos surf, pelo amor de Deus), ou garçom de lancheria, ou faxineiro. E minha mãe que previa um futuro tão luminoso para mim.


Mas também pode ser dono do shopping, por que não? Antônio Ermírio é um que não aparenta o trilionário que é.


Luiz disse amanhã, na mesma hora, e eu vim. Eu e oito milhões de populares se acotovelando atrás das ofertas de Natal. Fico parada no mesmo lugar de ontem, esperando que ele apareça. Agora começo a ficar com fome, mas tenho medo de sair daqui e Luiz chegar. Será que vou me lembrar da cara dele? A miopia fez de mim uma péssima fisionomista.


Já vou desistir quando o vejo. Ele vem correndo e derrubando os oito milhões de chatos pelo caminho.


— Cada vez que eu tentava sair, aparecia mais alguém para eu atender.


— Onde você trabalha, afinal?


— Pode me considerar uma espécie de relações públicas do shopping.


Almoçamos (mal) e hoje quem precisar ir sou eu. Tento marcar alguma coisa para a noite, mas ele já tem programa.


— Se você é casado, abra o jogo.


— Não é isso, mas até o fim de dezembro estou muito ocupado.


— Bem, a gente pode sair no sábado.


— Em dezembro eu trabalho todos os finais de semana.


— Mas o que você faz? É o Papai Noel?


— Como é que você adivinhou?



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***Claudia Tajes nasceu em 1963 em Porto Alegre. Tem seis livros publicados, entre eles, Dores, Amores & assemelhados.***
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