
Há sempre aqueles livros que se enquadram na categoria de releitura. Alguns ainda conseguem ultrapassar a categoria e alcançar a excelência da renovação. Simplesmente, após leituras sucessivas, alteram-se para melhor. Nessa classe estão os livros da Diana Gabaldon, Judith Mcnaught e da autora cujo livro ensejou esse post: Jude Deveraux. Essa autora já tem uma considerável estrada no métier da criação de romances literários. É ótima no que faz: escrever romances de qualquer gênero.
Do romance revisitado: O cavalheiro da armadura Reluzente
Título original: A Knight in Shining Armor
Um instante de revelação:
A primeira vez que o li passei a noite em claro até dá-lo por findo. Meu acesso ao livro deu-se por intermédio de um telefonema de uma amiga tão ou mais aficionada do que eu por essas leituras ditas de mulherzinha. Ela rolava de rir da história, dos personagens, das situações surreais. Intriguei-me e fui conferir. Muito bom, mesmo! De cara, os personagens nos envolve por completo. Ah, tem o lance da viagem no tempo. E traz à tona estados afetivos e emocionais que, nós mulheres, somos peritas em encobrir.
A maioria das mulheres possui a síndrome Dougless: “Não importa o que eu faça, não importa o que eu digo, nem o quanto dôo de mim mesma, nunca serei boa o suficiente”.
Vez ou outra, deixamos que falas maldosas de tipologia andrógenas inoculem o veneno da baixa estima dentro de nós. No programa Saia Justa dessa semana, Maitê Proença, linda e inteligente, relata que já passou por isso. Simplesmente, um namorado do passado (ainda bem!), concedeu um setença de morte para um livro no qual ela estava trabalhando. Acabou com livro e sua autora dizendo palavras cruéis e falsas dando uma de macho sabe-tudo. Resultado: Ela acreditou. Engavetou seus sonhos. Nada como o tempo! Hoje, seu livro (não é o que sofreu o atentado terrorista) “Uma Vida Inventada: Memórias Trocadas e Outras Histórias” é um dos mais vendidos no Brasil.
Meninas, sejam imunes a esses abusos emocionais!!!
Esse livro “O cavalheiro de armadura brilhante”, não é da linha terapia emocional, física, corporal e afins…porém, ele fez enxergar a mim mesma por um outro prisma.
Dentro de mim existe um cavalheiro de armadura reluzente que me ajuda a livrar-me do que é doença e dor. Uma espécie de salvador dentro de mim. Esse salvador auxilia-me a ser mais eu. E leva-me a deixar que todo cancro endurecido de emoções recolhidas se extravasem e se convertam em lágrimas de esvaziamento, expurgação, derretimento, cura.
Voltando ao livro…
Quem gosta de Jude Deveraux, de algum modo já está familiarizado com o sobrenome Montgomery. A família Montgomery compõe uma bem sucedida série escrita por Deveraux.
A família Montgomery vem de homens bem nascidos, fortes, inteligentes e mulheres, idem. Mas, havia nela uma mocinha que fugia desses padrões de excelência e qualidade: Dougless Montgomery. Acima da aparência, ela é uma mulher especial, única, fora de série. Bastava que ela se enxergasse assim. Que tal um elemento motivador? Um cavalheiro de armadura brilhante, talvez.
No início da história, vemos uma Dougless sentindo-se um fracasso. Tentando uma forma de redimir-se e aceitar a si mesma. Seu atual namorado, Robert, é um cirurgião ortopédico divorciado. Após seis meses de namoro, decidem viver juntos. Ele propõe a Dougless uma viagem romântica para Inglaterra a fim de comemorar o aniversário de namoro e no convite ele inclui uma grande surpresa para Dougless. O que será? Um cheque de cinco mil dólares para uma joalheria confirma as suspeitas de Dougless de que a tal viagem romântica fechará com um lindo e anel de noivado. Ai, que romântico!
Ops…abortar a idéia! Eis que surge Gloria. A filha de treze anos de Robert. Irritantemente Chata deveria ser seu sobrenome. Detalhe: é ela a tal da grande surpresa. Seu esporte favorito:
Vamos sacanear Dougless! ou
È tudo culpa da Dougless. Pobre Dougless, que progama de índio!!! E numa queda de braço entre Dougless e Glória para encontrar a primazia no coração de Robert, quem vence é a filha. Ambos, pai e filha, são farinha do mesmo saco. Prova cabal de que chatice e canalhice não tem idade. Bem, em um passeio para conhecer os pontos turísticos da Inglaterra, após uma discussão provocada pela Irritantemente Chata, eles deixam Dougless sem lenço e sem documento em uma igreja antiga. A igreja abriga túmulos dos ancestrais históricos ingleses, dentre eles, do período isabelino. È no pé de uma tumba, que Dougless entoa seu pranto de lamento. Pranto logo ouvido, há quatrocentos anos de distância, por Nicholas Stafford (Conde de Thornwick). Trata-se de um chamado de almas. E Nicholas sai do passado para o presente de Dougless para ajudá-la. Seu cavalheiro de armadura reluzente… e aí que a história começa repleta de comédia, mistérios e muita paixão.
Altamente Recomendado!!!

Fator originalidade:
1) Deveraux manda o herói para os dias atuais antes de enviar a heroína para o passado.
2) Impossível irritar-se com a mocinha perdedora. Venceu o carisma.
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agosto 2nd, 2008 at 0:08
Vivi!!!
(hehehehehehehehehehehe)
Devido aos seus comentários e aos da querida Lili (Nossos Romances) estou desesperada para comprar este livro, já me apaixonei pela história somente pela sinopse apresentada por vocês.
Eu quero, eu quero!!!
Vocês são péssimas companhias!!! Me levam para o mal caminho!!! Só me fazem querer mais!!!
Bjs
Cris
agosto 6th, 2008 at 16:39
Ah, Cris, você vai gostar…rs
O livro é alto astral como você!
Enquanto eu puder, vou fazer todos os leitores sucumbir a leitura compulsiva…rsr
E quando sai seu blog pessoa, amiga?
Beijos
agosto 21st, 2008 at 0:07
Vivi,
Já adorei a Lenda, imagino o Cavalheiro então….consegui ele em e-book, agora, só preciso de um pouco de paciência para começar a ler. Sabe tenho “paixonite” por livros de papel e sempre enrolo para ler e-books.
Quanto ao blog, estou cheia de idéias, só não sei por onde começar. (snif, snif). Nem um nome tenho, mas, que vou, vou…
Bjs
agosto 22nd, 2008 at 4:34
Amiga,
Blog é um vício, viu?
Quando você começar vai querer sempre cuidar do bixim…rsrs
Eu te ajuda no que precisar, visse?
Ah, o cavalheiro da armadura reluzente é bem divertido. Eu prefiro o livro impresso ao ebook. Não gosto de ler no computador. Então, eu comprei um MP4 para quebrar um galho. De madrugada então, é uma beleza ler no MP$. No escurinho…rsrs
Beijos
Vivi