Costumo pensar que ao nascer, verti meu choro de lamento não em razão das palmadinhas em meu bumbum enrugado. Devo ter chorado, inconscientemente, ao divisar o tempo que levaria até que eu começasse a decifrar o mundo.
È fato. Não consigo visualizar minha história sem que os livros não tenham feito parte como protagonistas ilustres. Impossível separar-nos em compartimentos estanques. Se pensar bem, ele (o livro) preparou a minha chegada a esse mundo. Quando meus pais buscavam pelo meu sustento espiritual nas páginas do Livro Sagrado – A Bíblia -; quando minha mãe consultava no A vida do bebê informações que a ajudaria a encher-me de cuidados nos estágios do desenvolvimento infantil pelos quais eu passaria.
Mal podia imaginar que ao me concentrar diligente nas letrinhas – a asinha da abelhinha da letra “a” e a barriginha proeminente do “b” etc. – que minha mãe me apresentou por intermédio da cartilha Caminho Suave, eu aprenderia a ler o mundo. Lembro-me agradecida dessa época de descoberta. Pois, o aprendizado das letras e o uso combinado delas para formar um todo coerente descortinou para mim um mundo mágico, cheio de cores e fonte de sabedoria a jorrar sem fim.
Meus livros contam muitas partes boas de minha história. E resgatá-los à memória é como desvendar uma parte essencial de mim mesma. Nesse blog, contarei, semanalmente, a saga”Meus livros, Minha Vida”. Uma narrativa fecunda que nada mais é do que um tomo de minha existência.















Só hoje li esse post do blog, muito bom… é verdade, os livros também fazem totalmente parte da minha história!
Beijo
Nossa, Fê!!! Obrigada por me fazer lembrar desse post. Sempre que o leio passa um filme na minha cabeça. Tem mais histórias acerca da influência dos livros em minha vida que preciso contar…hehehe
Beijos