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dez
31

Kate Forster (Sandra Bullock) é uma médica solitária que morava numa casa à beira de um lago. Ela passa a trocar cartas de amor com o novo morador da residência, o arquiteto frustrado Alex (Keanu Reeves). No entanto, percebem que existe um espaço de tempo que atrapalha o “relacionamento” entre os dois. Percebendo a aura de mistério em torno da troca de cartas, eles tentam driblar esse contratempo para que, finalmente, a hora certa para que se amem chegue.


Pode o amor sobreviver ao tempo?

Eis a temática do filme: a espera. Aliás, quem leu o livro Persuasão de Jane Austen pescará (de primeira) a idéia do filme. Senão, veja a dica da Lili. O livro e a temática do breve adiamento do amor aparecem co-protagonistas do longa. Não espere ver um romance regado a beijos apaixonados e juras eternas de amor bem aos moldes a que estamos acostumados. Aqui isso não acontece. Ao invés de romance tem-se romantismo. Daqueles das antigas com direito a muitas epístolas de amor. Nos tempos modernos da comunicação arroba-pontocom, receber uma carta manuscrita de alguém desconhecido que jorra sua persona em linhas pródigas de abandono é pra lá de muiiiiiiito romântico. E funciona bem ao demontrar que os delírios quiméricos de quem ama podem ser atemporal sim. E não somente anâcronicos, conforme postulam os céticos.

No andamento do compasso “nunca te vi, sempre te amei”, Kate e Alex agarram-se à espera com a paciência de quem sabe que o amor perfeito tem lugar e hora para acontecer. Lance de almas gêmeas mesmo. Não importa se estejam em campos opostos e distantes, elas hão de se encontrar em algum tempo e lugar. E é isso mesmo. Kate e Alex não estão separados só pelo espaço. Na dimensão do tempo, eles estão separados por dois anos. Mas, no âmbito do amor, quem poderá dizer que ambos não estão no mesmo timing?

Linda a idéia do amor repassada no filme. Um conto de fadas que trata as coisas do coração com muito respeito. E a casa do lago, no fim das contas? O ponto virtual e real dos amantes. That’s all…

Vale a pena!

dez
17

No início, assumo: torci o nariz para o ator escalado para representar o Edward. Com o passar do tempo, porém, e atentando somente para o visual ( e não ainda no filme consumado) o Edward calhou bem nesse rapaz. Ele tem um rosto estranho e marcante. Extraordinário como deve ser uma beleza vampírica. Branco como uma tela virgem contrastando com sua longevidade. A Bella também. No começo achei-a toda muito inha. Bonitinha, comunzinha, desapercebidazinha. Enfim, tudo o que ela é na história escrita. Até o ar melancólico e emo está estampado na atriz totalmente. Aí que tá, se ela tivesse os mesmos atributos de beleza de Edward a história não seria a mesma. Perderia um pouco o tom de conto de fadas…ou não.


De modo que tudo parece estar tal como é. Tomara que no filme (que estreará essa semana) as coisas se encaminhem tão bem quanto na fotografia. Eu já estou lá!

dez
11

“Assim como os outros romances que escrevi, este é marcado por fatos históricos, mas em todos eles o que mais me atrai são os amores impossíveis e a fatalidade, fatores que unem e separam as pessoas.” Catherine Clément


1874. A jovem Sissi decide aproveitar a viagem do marido para escapar da rotina e do protocolo que a nobreza lhe impõe e se mistura entre os nobres e plebeus do império austro-húngaro que dançam ao som da valsa nos salões. Disfarçada num baile de máscaras, ela conhece o encantador Franz Taschnik, funcionário do império que tenta a todo custo saber quem é a espirituosa dama que desafia seu poder de sedução e o fascina. Sissi deixa com Franz apenas a lembrança de um beijo e o endereço para correspondência. Durante décadas, enquanto o país sofre com guerras, escândalos e pestes, os dois trocam cartas contendo poemas e confidências, alimentando uma paixão que nunca se concretiza. Em 1934, já idoso e transformado em barão, Franz descobre que a mulher amada a distância era a imperatriz Elisabeth da Áustria, que o mundo notabilizou como Sissi. A elegância da realeza e a simplicidade do amor estão presentes neste romance da filósofa francesa Catherine Clément.

O livro baseia-se numa história verídica. O encontro no Baile do Reduto em 1874 de fato aconteceu entre a Imperatriz Elizabeth da Austria e Frédérick Pacher de Theinburg. As cartas que trocaram durante anos foram documentadas e postumamente divulgadas nas biografias autorizadas da Imperatriz Sissi. As poesias que entremeiam os acontecimentos também foram extraídas das biografias da Imperatriz. A própria poetizou suas angústias e desejos. Enfim, é um romance que trata de um amor impossível, de um casal que durou no tempo do inacabado, isto é, do que poderia ter sido. Tudo devidamente contextualizado por intermédio de uma prosa correta. A quem interessar o tema, a leitura pode resultar em algum agrado. Porém uma boa documentação não salva um enredo frágil e, salvo o primeiro capítulo, contado no compasso da monotonia.


Tem se falado em uma nova versão de Sissi para os cinemas com Catherine Zeta-Jones no papel da Imperatriz. O que se ouve é que essa Sissi não será tão ingênua quanto a Sissi de Romy Schneider.


È aguardar para ver.


dez
10

A cada leitura finda, eu prometo livrar-me da ansiedade originada de meu hábito caótico de leitura. Mas, não consigo casar o dito ao feito. Nesse caso, acabo rendendo-me ao meu saco de filó. Tchauzinho, promessa! Não suporto a leitura estática. Meu olhar fica preguiçoso. Dormente mesmo. Prefiro as rotativas. Tasco um cinco capítulos de um. E acompanho dois do outro. E permaneço nessa trilha, caçando clímax. E o resultado aí está: livros rolando todos ao mesmo tempo agora.



A valsa inacabada de Catherine Clément– O início foi um boom. Bacanérrimo uma Sissi (essa mesmo: A imperatriz Elizabeth da Áustria) descompensada. No inicio, eu bem disse. Depois, a história foi caindo num blargh só. Bem, status de leitura se arrastando feito cágado. Verei se vale um comentário póstumo.

The Wedding Officer de Anthony Capella– Está fazendo valer as minhas horas preciosas. Vamos ver no que dá essa aventura gastronômica e amorosa tendo por cenário a segunda guerra mundial.

As memórias de Cleópatra: A filha de Ísis de Margaret George – Bateu uma vontade de reler. Tem sabor de pão de queijo dormido. Pensa num livro bom!!! Status eterno de sintonia fina.

De uns tempos para cá, comigo tem funcionado assim: o valor da leitura está na intensidade com que a mesma acontece.

Quando eu terminá-las todas, a gente conversa mais.

dez
03



A SHORT LOVE STORY IN STOP MOTION from Carlos Lascano on Vimeo.